Mesmo depois da intervenção na Venezuela, a administração Trump não esquece a Gronelândia. O Presidente dos EUA e o seu executivo estão mesmo a considerar a compra do território e uma ação militar “é sempre uma opção”, disse um responsável da Casa Branca esta terça-feira, citado pela Reuters.
A administração norte-americana respondeu por escrito a uma série de questões da agência, em que refere que Trump vê a compra da Gronelândia como uma prioridade de segurança nacional “necessária para travar os nossos adversários na região do Ártico”.
“O Presidente e a sua equipa estão a discutir uma série de opções para perseguir este objetivo e, claro, utilizar as forças armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do comandante supremo”, disse a Casa Branca.
Os apoios de peso que a Gronelândia – um território semi-autónomo sob administração da Dinamarca – recebeu dos lideres europeus da NATO não detiveram Trump, de acordo com uma fonte citada pela Reuters. “Não vai desaparecer”, refere a fonte sobre as intenções do Presidente norte-americano.
Têm sido discutidas formas de compra do território pelos EUA, mas essa não é a única opção em cima da mesa. Também poderá ser criado um acordo de associação com o território, um passo na direção de incorporar a Gronelândia, com cerca de 57.000 habitantes, nos EUA.
“A diplomacia é sempre a primeira opção do Presidente em relação a tudo, e os acordos. Ele adora negócios. Por isso, se um bom negócio puder ser alcançado para comprar a Gronelândia, esse seria definitivamente o seu primeiro instinto”, disse a fonte.