O Presidente dos EUA, Donald Trump, negou, esta segunda-feira, que a rejeição de María Corina Machado para ser a futura governante da Venezuela esteja relacionada com a sua vitória no Nobel da Paz em 2025, prémio que o líder norte-americano cobiçava abertamente.
“Ela não devia ter ganho. Mas não, não tem nada a ver com a minha decisão”, afirmou Trump, rejeitando a informação avançada pelo jornal norte-americano The Washington Post, que este domingo citava duas fontes próximas da Casa Branca que davam conta das reservas do Presidente dos EUA em guiar a política venezuelana para a liderança do país por esta ter aceitado o prémio.
Corina Machado chegou até a dedicar a distinção ao Presidente norte-americano, mas mesmo assim, segundo uma das fontes, isso não chegou para que o prémio não se tornasse no “pecado capital” da venezuelana aos olhos de Trump.
“Se ela tivesse recusado e dito: ‘Não posso aceitar porque é de Donald Trump’, ela seria hoje a Presidente da Venezuela”, garantiu a outra fonte próxima da administração norte-americana ouvida pelo The Washington Post.
Esta segunda-feira, Corina Machado agradeceu abertamente ao Presidente dos EUA e à sua administração “pela firmeza e determinação no cumprimento da lei”. “A Venezuela será o principal aliado dos Estados Unidos em matéria de segurança, energia, democracia e direitos humanos”, acrescentou na rede social X.
El bravo pueblo de Venezuela salió a las calles en 30 países y 130 ciudades del mundo para celebrar un paso enorme que marca la inevitabilidad e inminencia de la transición en Venezuela.
Los venezolanos agradecemos al Presidente Donald Trump (@POTUS) y a su administración por… pic.twitter.com/yKPoxp2dPp
— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) January 5, 2026
“A liberdade da Venezuela está próxima e em breve vamos celebrar na nossa terra. Vamos gritar, rezar e abraçar-nos em família, porque os nossos filhos vão voltar para casa”, referiu também a política venezuelana.