Tem história de bastidor que parece roteiro pronto, e essa é uma delas. Quem conta é Mark Farner, do Grand Funk Railroad, lembrando de uma época em que ele e Janis Joplin ficavam resmungando sobre a “invasão britânica” – e, segundo ele, Janis resolveu transformar o assunto em uma pegadinha bem prática.

Farner disse para a Ultimate Classic Rock que viu a cena de perto: Janis “passou chocolate por cima dos bancos de pelúcia de um helicóptero que os Rolling Stones iam usar depois”, e emendou o que ela dizia nessas conversas: “Invasão britânica, o cacete. Esses caras cantam em inglês americano porque só a gente é livre. Esses caras nascem sujeitos à Coroa; esses caras já nascem babacas!” A reação dele, lembrando hoje, veio no embalo: “Isso, querida, fala comigo!”

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A graça (e a maldade) é que o alvo seria bem específico: Mick Jagger e um figurino que, na memória do Farner, não combinava nem um pouco com chocolate derretido. Ele descreve o helicóptero como todo “arrumado por dentro, tipo um motorhome”, e puxa o detalhe: “E foi naquela época em que o Mick usava aquelas calças brancas de cetim!”

Pra completar, ele localiza a situação num calor pesado: “E era na Flórida – um calor de rachar… Aquele chocolate derretido, não tinha como eles evitarem sentar em cima. A não ser que tivessem colocado alguma coisa e sentado por cima disso.” Então não seria uma “sujeirinha discreta”, pois a ideia da Janis era uma armadilha pensada pra grudar mesmo.

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A única parte que fica em aberto é justamente a mais divertida: se os Stones realmente caíram na pegadinha. O Farner conta a preparação e explica por que, na lógica dele, seria quase inevitável, mas não dá a cena do “resultado final” com Jagger olhando pro banco – então vale tratar como o que é: um relato dele, recontado anos depois.

De todo jeito, como retrato de época, funciona: rockstar voando de helicóptero “de luxo”, bastidor cheio de ego, piada interna virando sabotagem de chocolate e, no centro, Janis com aquela energia de quem não estava ali pra pedir desculpa por nada – nem pela sujeira, nem pela opinião.

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