No ano de 2020, a atriz Camila Pitanga tornou pública uma informação de sua saúde e revelou que ela e a filha testaram positivo para a malária. À época, ela detalhou sobre os sintomas que apresentou. Hoje, ela está totalmente recuperada.
“Foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta, calafrios e total incerteza […] os resultados dos exames sairam dando positivo para malária. Eu e minha filha. Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados. O tratamento é gratuito […] Muito obrigada e parabéns a todas e todos os profissionais de saúde desse país!!!”, compartilhou Camila Pitanga nas redes sociais no ano de 2020.
Opinião do médico infectologista
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Igor Maia Marinho, médico infectologista da Clínica Sartor formado pela Faculdade de Medicina da USP e com residência médica em Moléstias Infecciosas e Parasitárias pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), que explica sobre o assunto.
“A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitida ao ser humano pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados. Não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa, somente através do mosquito ou, raramente, por transfusão sanguínea ou de mãe para filho”, declara.
Quais são os sintomas?
Os sintomas costumam aparecer alguns dias após a picada e podem ser parecidos com outras infecções virais inicialmente. Os principais são:
- Febre alta;
- Calafrios e tremores;
- Suores profusos;
- Dor de cabeça;
- Fadiga;
- Náuseas;
- Vômitos;
- Em formas mais graves pode haver anemia, confusão, convulsões ou falência de órgãos.
Malária exige atenção
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 263 milhões de casos de malária foram registrados em 2023 em 83 países endêmicos. No Brasil, a região amazônica é considerada área endêmica para malária no país, registrando mais de 99% dos casos autóctones. O Dr. Igor alerta.
“Para quem testa positivo para malária, a principal orientação é iniciar o tratamento o mais rápido possível e seguir rigorosamente a prescrição médica, sem interromper os medicamentos antes do tempo indicado, mesmo que os sintomas melhorem”, orienta.
É rara?
O Ministério da Saúde informa que, no Brasil, a região amazônica é considerada área endêmica para malária no país, registrando mais de 99% dos casos autóctones. Na região extra-amazônica brasileira, a malária é menos frequente e corresponde a menos de 1% do total de casos do país.
“No Brasil como um todo é rara ou muito baixa a ocorrência fora da Amazônia. Na Região Amazônica, é endêmica, ou seja, a transmissão ocorre de forma contínua e a doença é relativamente comum ali. Aproximadamente 99% dos casos brasileiros são nessa região”, afirma o Dr. Igor Maia Marinho.
Existe tratamento
Segundo informações do Ministério da Saúde, a confirmação da malária, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O tratamento é feito com medicamentos antimaláricos, que variam conforme a espécie de Plasmodium, o local da infecção e fatores do paciente (como gravidez). No Brasil, esquemas comuns incluem combinações de derivados de artemisinina por 3 dias e uso de primaquina para eliminar formas persistentes do parasita. O diagnóstico e tratamento precoces reduzem muito o risco de complicações”, finaliza o médico ao analisar casos como da atriz Camila Pitanga.
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CONFIRA UMA PUBLICAÇÃO RECENTE DA ATRIZ CAMILA PITANGA NAS REDES SOCIAIS:
Dr. Igor Maia Marinho é médico infectologista (CRMSP 175898) formado pela Faculdade de Medicina da USP, com residência médica em Moléstias Infecciosas e Parasitárias pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde atualmente atua como preceptor e em atividades com os alunos e médicos em formação. Atualmente, é médico na Clínica Sartor. Além da formação no Brasil, possui fellowship em um dos melhores hospitais do mundo, a Cleveland Clinic (Ohio – MA) em Infectologia.