Artemis II será o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos

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Artemis II será o primeiro voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos

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A NASA confirmou que a missão Artemis II, prevista para fevereiro de 2026, será o primeiro voo tripulado do programa Artemis, levando quatro astronautas em uma jornada de dez dias ao redor da Lua. O projeto marca um passo decisivo para o retorno humano ao satélite natural e abre caminho para futuras missões rumo a Marte. A tripulação será composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, este último representando a Agência Espacial Canadense.

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O voo de 2026 será o primeiro com humanos a orbitar a Lua desde a Apollo 17, em 1972. Mais do que um marco histórico, trata-se de um ensaio geral para Artemis III, missão que deverá levar astronautas ao solo lunar ainda nesta década. A Artemis II não pousará na superfície, mas terá como objetivo principal verificar o desempenho dos sistemas de suporte à vida, comunicações e navegação em condições reais de voo.

Artemis I: a missão que abriu caminho

Em novembro de 2022, a NASA lançou a Artemis I, primeira missão do programa, sem tripulação. O voo durou 25 dias e levou a cápsula Orion em uma órbita distante ao redor da Lua, testando sistemas críticos de navegação, propulsão e reentrada. O sucesso da missão foi fundamental para validar o foguete SLS e a Orion, demonstrando que ambos estavam prontos para transportar astronautas em voos futuros. Artemis I também forneceu dados valiosos sobre radiação, desempenho de sistemas de energia e comunicações, além de testar manobras complexas em órbita lunar. Sem esse marco inicial, Artemis II não poderia avançar com segurança.

O impacto tecnológico da missão é imenso. O SLS, considerado o foguete mais poderoso já construído pela NASA, é capaz de transportar cargas pesadas e tripulações para missões de longa duração além da órbita baixa da Terra. A Orion, por sua vez, foi projetada para missões de exploração profunda, com sistemas de segurança avançados e capacidade de resistir a condições que nenhuma nave comercial atual poderia enfrentar.

Parcerias internacionais e comerciais

A colaboração com o setor privado é um dos pilares do programa Artemis. A SpaceX está desenvolvendo a versão lunar da nave Starship, que será utilizada como módulo de pouso em Artemis III. Já a Blue Origin avançou em 2025 com o lançamento do foguete New Glenn, que levou sondas da NASA para estudar Marte. Além disso, o programa Artemis conta com a participação de agências internacionais como a ESA (Agência Espacial Europeia) e a JAXA (Japão), reforçando o caráter global da exploração lunar.

Segundo relatório oficial da NASA, o programa gerou US$ 75,6 bilhões em impacto econômico nos EUA em 2023, sustentando cerca de 400 mil empregos em todos os estados americanos. Empresas privadas como SpaceX e Blue Origin estão diretamente envolvidas, mas startups também começam a atrair investimentos bilionários em áreas como energia, telecomunicações e robótica, preparando-se para atender às demandas de infraestrutura lunar.

Escolhas do editor

Artemis II não é apenas um teste técnico: é o marco que reabre a era das viagens humanas à Lua. A missão simboliza a transição da exploração espacial como demonstração de poder geopolítico para um empreendimento de inovação, ciência e negócios. Se bem-sucedida, ela consolidará a Lua como plataforma estratégica para a humanidade alcançar Marte.

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