Trump garantiu que os barris de petróleo serão vendidos a preço de mercado, com os lucros controlados pelo próprio presidente “para garantir que é utilizado em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”.


O controlo das reservas de petróleo venezuelanas por parte dos Estados Unidos foi uma razão apontada pelo presidente norte-americano para a intervenção do país na Venezuela.

Durante uma conferência de imprensa no passado sábado, Trump afirmou que a Venezuela “roubou” aos Estados Unidos o petróleo venezuelano, após Hugo Chavéz ter nacionalizado, em 2007, os ativos das empresas estrangeiras, incluindo muitas norte-americanas a operar no país, o que levou a processos internacionais contra o Estado venezuelano por afetar as empresas norte-americanas.

O presidente admitiu, também, envolver empresas norte-americanas na exploração de petróleo na Venezuela, para “gastar mil milhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a indústria petrolífera, e começar a fazer dinheiro para o país”.



Empresas como a ExxonMobil, a Chevron e a ConocoPhillips deverão reunir, na próxima sexta-feira, com Trump sobre os planos do presidente para a Venezuela.

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC) em 303 mil milhões de barris, mas com uma produção de apenas um milhão de barris por dia.

Maduro e mulher feridos durante captura avança CNN

O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa, Cilia Flores, sofreram ferimentos quando tentavam escapar à captura por parte das tropas norte-americanas. A informação é avançada pela CNN, citando dados de uma reunião realizada na segunda-feira entre funcionários da administração Trump e congressistas, que incluiu o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário da Defesa, Pete Hegseth.

De acordo com a cadeia norte-americana, “Maduro e Flores fugiram e tentaram esconder-se atrás de uma porta pesada de aço dentro do complexo [presidencial]”. A ombreira baixa da porta terá sido a causa dos ferimentos, com Maduro e a mulher a baterem com a cabeça ao tentarem escapar.

Os militares da Delta Force, que realizou a captura, prestaram os primeiros socorros no exterior do palácio presidencial, em Caracas, antes de levarem Maduro e Flores cativos para os Estados Unidos, onde foram presentes a tribunal, na segunda-feira.

O ex-presidente da Venezuela e a mulher compareceram em tribunal, esta segunda-feira, com ferimentos visíveis, algo demonstrado pelas ilustrações feitas da sessão. Ambos são acusados de narcotráfico e posse de armas.

Maduro “teve dificuldade em sentar-se e ficar de pé”, de acordo com os jornalistas presentas na sessão.

Cilia Flores apareceu no tribunal a cambalear e “inclinou a cabeça para baixo várias vezes durante a sessão”, algo que foi invocado pelo advogado de defesa, que acredita que a sua cliente sofreu uma fratura ou contusão grave nas costelas, e exige a realização de um raio X e “uma avaliação física completa”. No entanto, na reunião entre funcionários da administração e os congressistas, foi garantido que os ferimentos na cabeça são “menores”.

Maduro e Flores foram capturados pelas forças norte-americanas, no passado sábado, por suspeitas de financiamento de redes de narcotráfico para os Estados Unidos, e da utilização dos lucros da exploração de petróleo no financiamento destas redes.

As reservas petrolíferas venezuelanas têm estado na discussão sobre as razões para a captura do ex-presidente venezuelano. Donald Trump admitiu que gostaria que as empresas norte-americanas explorassem as reservas de petróleo venezuelano – as maiores do mundo – e anunciou esta terça-feira um acordo petrolífero com a Venezuela.

Segundo o presidente norte-americano, o país da América Latina irá entregar aos Estados Unidos “entre 30 a 50 milhões de barris de petróleo sancionado de alta qualidade”.