Nuno Morais Sarmento demitiu-se do conselho de administração da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), a que presidia há 16 meses, por considerar que não tem as “condições pessoais e de saúde necessárias” ao cargo, neste momento.
Num comunicado, a fundação revela que a demissão “foi aceite, com efeito a partir do dia 5 de Janeiro” e explica que, “os próximos anos, especialmente o ano de 2026, em que a FLAD comemora os 250 anos da independência dos Estados Unidos da América (EUA), serão de grande exigência, obrigando a um elevado número de viagens de longo alcance, como é o caso das viagens para os EUA”.
Tendo em conta a “exigência do cargo”, Morais Sarmento “entendeu, não poder, neste momento, garantir as condições pessoais e de saúde necessárias à sua completa realização”. “Por este motivo, o presidente da FLAD pediu para cessar as actuais funções”, assinala o comunicado.
A FLAD destaca que Morais Sarmento “procedeu a uma vasta reorganização interna, procurando, por um lado, transformar a FLAD numa casa aberta e mais próxima dos cidadãos e, por outro, preparando-a para os novos tempos e os avanços tecnológicos em particular os desafios colocados pela inteligência artificial”.
A fundação, que foi liderada durante um ano e quatro meses pelo antigo ministro de Estado e da Presidência, sublinha ainda que Morais Sarmento “conduziu as comemorações dos 40 anos da FLAD, que terminaram com um espectáculo memorável no Carnegie Hall, em Nova Iorque, juntando de forma inédita uma grande parte da comunidade luso-descendente”.
O antigo vice-presidente do PSD foi nomeado em Julho de 2024 pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, para presidir ao conselho de administração da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.