A administração Trump está “desesperada por manter as suas ambições imperialistas” e o declínio do poder dos Estados Unidos da América (EUA) “só poderá ser revertido se o país detiver o domínio geoestratégico completo na sua vizinhança imediata”, afirma ao Expresso o académico Amalendu Misra, especialista em conflitos e paz.

“A Gronelândia é vital, tanto a nível estratégico como económico, para qualquer potência que ambicione a dominação global”, garante ao Expresso este professor de política internacional na Universidade de Lancaster. Dado que a China está gradualmente a corroer o poderio económico e militar dos EUA e a aproximar-se rapidamente, Washington não esconde as suas ambições e, na opinião de Misra, “não hesitará em concretizá-las”.

O Presidente Donald Trump quer que os EUA tomem posse da Gronelândia, território autónomo que pertence à Dinamarca, membro da NATO. O ataque militar de 3 de janeiro à capital venezuelana, Caracas, deixou os países europeus em alerta relativamente ao plano expansionista dos EUA. Desde logo, o Presidente tem discutido “uma série de opções” para se apossar da Gronelândia, incluindo o recurso às Forças Armadas. É uma “prioridade de segurança nacional”, assumiu à BBC um porta-voz da Casa Branca.

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