Nuno Morais Sarmento apresentou a demissão da presidência do conselho de administração da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), anunciou a fundação em comunicado, que explica que Morais Sarmento “entendeu, não poder neste momento, garantir as condições pessoais e de saúde necessárias”.

O antigo ministro de Estado e da Presidência, e ex-vice-presidente do PSD, esteve no cargo 16 meses, depois de ali chegar nomeado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, em 2024. Cabe ao primeiro-ministro escolher o presidente do conselho de administração, de acordo com os estatutos da FLAD, para um mandato que teria a duração de cinco anos.

“Os próximos anos, especialmente o ano de 2026, em que a FLAD comemora os 250 anos da Independência dos Estados Unidos da América, serão de grande exigência, obrigando a um elevado número de viagens de longo alcance, como é o caso das viagens para os EUA”, consta no comunicado da FLAD, divulgado esta quarta-feira. “Face a tudo o atrás exposto, e à exigência do cargo, o Dr. Nuno Morais Sarmento entendeu, não poder neste momento, garantir as condições pessoais e de saúde necessárias à sua completa realização. Por este motivo o Presidente da FLAD pediu para cessar as atuais funções”, remata a nota.

Nuno Morais Sarmento foi pela primeira vez vice-presidente do PSD em 2002 e ministro nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, entre 2002 e 2005. Chegou ao cargo de topo da instituição privada criada pelo Estado português para o reforço das relações entre Portugal e os Estados Unidos depois de Rita Faden, que foi chefe de Gabinete de António Costa e tinha sido escolhida para a presidência da FLAD em 2019.