(em atualização)

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, garante à Dinamarca que tem “todo o apoio e solidariedade” da União Europeia para proteger os seus direitos.


“Sobre a Gronelândia, permitam-me ser claro: a Gronelândia pertence ao seu povo. Nada pode ser decidido sobre a Dinamarca e sobre a Gronelândia sem a Dinamarca, ou sem a Gronelândia”, disse Costa em declarações no Chipre.

“A União Europeia não pode aceitar violações do direito internacional, seja no Chipre, na América Latina, na Groenlândia, na Ucrânia ou em Gaza”, sublinhou, garantindo que a Europa “continuará a ser uma defensora firme e inabalável do direito internacional e do multilateralismo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem repetido nos últimos dias que deseja tomar o controlo da Gronelândia, argumentando que a ilha é fundamental para a estratégia militar norte-americana.

Na terça-feira, Trump disse que tem estado a discutir com os seus conselheiros opções para a aquisição da Gronelândia e não descartou o recurso às Forças Armadas.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou esta quarta-feira que se vai reunir com os líderes da Dinamarca na próxima semana, mas garantiu que não recua em relação aos objetivos de Trump.

“Ainda assim, como diplomata, que é o que sou agora, e o que fazemos, preferimos sempre resolver as coisas de outras formas – incluindo na Venezuela”, disse Rubio aos jornalistas quando questionado se os EUA estariam dispostos a pôr em perigo a NATO com uma tomada da Gronelândia à força.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, também afirmou que uma possível compra da Gronelândia pelos EUA estava a ser ativamente discutida por Trump e pela sua equipa de segurança nacional.

“Todas as opções estão sempre em cima da mesa para o presidente Trump”, disse Leavitt, sublinhando que “a primeira opção do presidente sempre foi a diplomacia”.

Os líderes das principais potências europeias e do Canadá uniram-se em apoio da Gronelândia. Na terça-feira, oito países da NATO, incluindo Portugal, emitiram um comunicado conjunto a defender a segurança no Ártico como “uma prioridade-chave para a Europa” e a exortar os Estados Unidos a defenderem “os princípios da Carta das Nações Unidas, incluindo soberania, integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras”.