O professor Deoclecio dos Santos foi de ônibus até Santa Maria (RS) quando iniciou a viagem de cicloturismo de aproximadamente 1 mil quilômetros.

O professor duovizinhense Deoclecio dos Santos está fazendo, neste início de 2026, sua sétima viagem de cicloturismo. Ele foi de ônibus até Santa Maria (RS), montou a bicicleta e partiu até Montevidéu, a capital do Uruguai, onde chega na próxima sexta-feira, 9. Em conversa com a reportagem da Rádio Educadora FM, ele falou sobre a viagem. “Já faz um tempo que eu pensava em vir para o Uruguai devido a cultura, a geografia, as suas praias. A ideia surgiu em 2019 e agora eu consegui realizar. Passei a virada na estrada e iniciei o pedal de Santa Maria (RS) até Montevidéu (Uruguai). Estou em Punta Rubia, a 220 quilômetros do destino (na noite de terça-feira, 6) e amanhã (quarta-feira, 7) vou pedalar mais 140 quilômetros até Piriápolis, fico dois dias lá, um de descansando e, na sexta-feira, 9, chego em Montevidéu”, resumiu Deoclecio. Ele já passou por Pelotas (RS), pela Reserva Ecológica do Taim, Chuí (RS) até entrar na Costa do Uruguai.

Deoclecio falou sobre como a viagem foi pensada. “Preparação é longa. Eu estudo o roteiro desde 2019, onde ia passar, onde ia parar, o custo das acomodações, preço dos alimentos porque o Uruguai é o país mais caro da América do Sul. Estou dormindo só em camping, na barraca, prezando pelo mais barato, compro comida no mercado e vou me virando, mas eu aconselho para todo mundo pegar a estrada, se preparar um pouco, com equipamento, preparação física e começar com viagens mais curtas e aí vai aumentando as distâncias. O ser humano não tem limites, pode galgar grandes distancias pedalando e explorando o mundo”, completou.

Ele falou sobre algumas dificuldades que está encontrando. “Está sendo difícil lidar com a questão do luto do falecimento do meu pai, que nos deixou há três meses. Em muitos momentos vem a lembrança dele, me emociono, peço proteção, tento sentir a energia dele de alguma forma. A questão física sempre pesa, o meu joelho está dolorido, vou precisar fazer uma cirurgia de ligamento cruzado e tem também temos a saudade da família, o medo também nos acompanha, seja de estragar a bicicleta ou de acidente, mas nada que não possa ser superado. As dificuldades fazem parte e eu aconselho todo mundo a experimentar uma cicloviagem por tudo que envolve, seja liberdade, cultura, conhecimento, o quanto faz bem para o corpo e para alma explorar lugares e conhecer pessoas que é uma das coisas mais legais de viajar de bicicleta”, completou.

Viagens no currículo..

Essa é a sétima cicloviagem do duovizinhense. “Com essa viagem, vou chegar a 5,3 mil quilômetros. Já fiz Dois Vizinhos até Florianópolis (SC), Dois Vizinhos até Corumbá (MS), no Pantanal, a terceira eu fiz de Dois Vizinhos até Santos (SP), na Vila Belmiro, saindo offroad depois de Curitiba por Guaraqueçaba, Cananéia e chegando na Vila. Como sou santista fanático, de família santista, foi muito especial. Depois fiz a primeira viagem internacional, até Assunção, no Paraguai. Pedalei de Cidade do Leste até lá, atravessando o Paraguai todo. Em 2025, fui de ônibus até Santos e dei sequência na outra viagem de lá, pela Rio-Santos, até Paraty (RJ) e começando a estrada real até Aparecida (SP). Essa deu 400 quilômetros. Ai na metade de 2025 eu conclui a estrada real, seguindo de Aparecida fazendo o caminho velho de 710 quilômetros até Ouro Preto (MG) em estrada de chão, passando pelos lugares históricos. Foi uma viagem muito rica em conhecimento, com dificuldades físicas e mentais”, conclui.

Fonte: Portal Educadora