Técnico dos encarnados disse tudo o que lhe ia na alma no final do encontro com o SC Braga

Técnico dos encarnados disse tudo o que lhe ia na alma no final do encontro com o SC Braga

Técnico dos encarnados disse tudo o que lhe ia na alma no final do encontro com o SC Braga

Técnico teceu duras críticas aos primeiros 45 minutos da sua equipa. Elogios à reação, mas… não foi suficente. Toca a reunir no quartel-general e duelo com o FC Porto, para a Taça de Portugal, já na mira

— Que análise faz a este jogo?

— A primeira parte é má demais, inexplicavelmente. Entrámos bem, com uma grande situação de golo, mas depois, com o penálti assinalado e que foi anulado pelo VAR, que devia ser um boost positivo, houve um colapso. Não consigo encontrar nada de positivo na primeira parte, com exceção dos primeiros cinco minutos. Na segunda parte as coisas mudaram completamente e a todos os níveis. A primeira parte foi do SC Braga e a segunda do Benfica e, por isso, o resultado justo seria um empate? Eu digo que não. Quem joga tão mal como nós fizemos na primeira parte merece perder. Para mim era muito mais fácil chegar aqui e dar os parabéns ao SC Braga e ao Carlos [Vicens], mas peço desculpa e não o consigo dizer. Não foi o SC Braga que ganhou, fomos nós que perdemos.

— Disse que viu performances individuais inaceitáveis. Tirou o Manu Silva ao intervalo. Era a ele que se referia ou a mais alguém?

— Não me referia, obviamente, ao Manu. Confesso que a equipa na segunda parte foi mais forte sem Manu, mas não é o Manu a causa da nossa primeira parte.

— Como se explica a diferença da atitude dos jogadores de uma parte para a outra? Não perceberam a importância desta meia-final?

— É uma boa pergunta, mas não consigo responder. Encarei e preparei o jogo como todos. Estive com os jogadores no balneário a fazer uma coisa que eu não faço, que é falar depois de um jogo. Obviamente que não senti recetividade deles para o diálogo, porque a tristeza é muita. Acabou por ser um monólogo. Mas não quero acreditar que um jogador do Benfica está nervoso por jogar uma meia-final da Allianz Cup, porque caso contrário não é jogador para o Benfica. Do mesmo modo que também não quero acreditar que olhavam para o jogo de um modo sobranceiro.

— O que é que não correu bem?

— Não gosto muito do hipotético, mas se não há o terceiro golo isto não acabava 1-2. O SC Braga meteu-se todo lá atrás e na segunda parte estava em grande dificuldade. O terceiro golo acaba com o jogo. Depois o João Pinheiro também mostrou os músculos que não se mostram a todos os capitães de equipa e mostrou-se ao nosso.

— Segue-se o FC Porto para a Taça de Portugal. O jogo de hoje [ontem] é para lembrar ou esquecer?

— Hoje [ontem] não vamos para casa, vamos para o Seixal. Dormimos no Seixal e amanhã [hoje] há trabalho. Desejo que os jogadores durmam tão bem quanto eu, ou seja, não durmam. Amanhã [hoje] começaremos a conversar e a preparar o FC Porto, que é para ganhar.

— Entende os assobios adeptos?

— Claro que sim. Sem dúvida! Consigo imaginar perfeitamente o desagrado dos adeptos, eles alimentam-se da alegria de vitórias. Acho absolutamente normal que os adeptos nos tenham assobiado a todos.