A Google e a startup de inteligência artificial Character.AI aceitaram um acordo extrajudicial para encerrar um processo movido pela mãe de um adolescente, da Florida, que se suicidou após meses de interação com um chatbot.

A mulher alegou que o chatbot da Character.AI levou à morte do seu filho de 14 anos, segundo um documento judicial apresentado esta quarta-feira.

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De acordo com o processo, as empresas aceitaram um acordo para encerrar o processo e as acusações de Megan Garcia.

Os termos do acordo não foram divulgados de imediato.

A ação judicial foi uma das primeiras nos Estados Unidos contra uma empresa de inteligência artificial, acusada de não proteger crianças de danos psicológicos.

A mãe alegou que o seu filho, Sewell Setzer, se suicidou pouco depois de ter sido encorajado por um chatbot da Character.AI que imitava a personagem Daenerys Targaryen, da série “Guerra dos Tronos”.

No processo apresentado na Florida, em outubro de 2024, Garcia afirmou que a Character.AI programou os seus chatbots para se apresentarem como “uma pessoa real, um psicoterapeuta licenciado e um amante adulto, o que acabou por levar Sewell a deixar de desejar viver fora” do mundo criado pela plataforma.

A Character.AI foi fundada por dois antigos engenheiros da Google, que a empresa viria mais tarde a recontratar no âmbito de um acordo que lhe concedeu uma licença para a tecnologia da startup. Garcia defendeu que a Google foi co-criadora dessa tecnologia.

Se precisa de ajuda ou tem dúvidas sobre questões de saúde mental, contacte um médico especialista, ou um dos vários serviços e linhas de apoio gratuitas, como o SNS 24 (808 24 24 24), o SOS Voz Amiga (800 209 899/213 544 545), o SOS Criança (116 111), a Linha Jovem (800 208 020) ou o SOS Adolescente (800 202 484).