Aos 33 anos e enquanto vencedor em título do Giro – a Volta a Itália – Simon Yates anunciou o fim da carreira com efeito imediato.

«Tomei a decisão de me retirar do ciclismo profissional. Esta pode ser uma surpresa para muitos, mas não foi uma decisão fácil. Há muito que penso e agora sinto que é o momento certo para me afastar do desporto. O ciclismo faz parte da minha vida desde que me lembro. Desde as corridas no Velódromo de Manchester, aos maiores palcos e à representação do meu país nos Jogos Olímpicos.»

«Tenho muito orgulho no que consegui alcançar. Embora as vitórias se destaquem, os dias difíceis e os contratempos foram igualmente importantes. (…) À minha família, partilharam os sacrifícios. As ausências nunca foram fáceis, mas apoiaram-me incondicionalmente. Devo-vos mais do que alguma vez poderei expressar.»

«Despeço-me do ciclismo profissional com profundo orgulho e sensação de paz. Este capítulo proporcionou-me mais do que alguma vez imaginei. Obrigado pela viagem», escreveu em comunicado.

A ligação de Yates ao ciclismo começou quando o pai, John, teve um acidente de bicicleta e decidiu levar os gémeos Simon e Adam ao velódromo de Manchester, quando estes tinham 10 anos. A carreira dos discretos gémeos confunde-se até 2020, uma vez que foram colegas na Mitchelton-Scott.

Enquanto Adam deu o salto para a INEOS, tornando-se mais conhecido, Simon manteve-se fiel à estrutura australiana, da qual só saiu em 2025.

Num percurso na elite de 17 anos, o ciclista britânico conquistou Giro (2025), Vuelta (2018), Tirreno-Adriático (2020), Volta aos Alpes (2021), Paris-Nice (2022 e 2018), entre outras provas, além de etapas nas principais competições. Em 2025 vestiu as cores da Visma-Lease a Bike, equipa pela qual subiu ao Olimpo do Giro.

Não competia desde setembro, mas a 14 de julho conquistou a décima etapa do Tour.

Para a história fica 2018, quando foi o quinto melhor ciclista do Mundo, com 1912 pontos acumulados no ranking.