Recorde-se que o Juízo Central Criminal de Loures condenou, por acórdão proferido em 7 de julho de 2025, quatro arguidos pela prática dos crimes de homicídio qualificado, detenção de arma proibida e furto qualificado. Duas arguidas foram condenadas na pena única de 20 anos de prisão, enquanto os outros dois arguidos receberam penas de 19 anos e 3 meses e 18 anos e 9 meses de prisão, respetivamente, mantendo-se estes últimos em prisão preventiva desde a fase de inquérito.

O tribunal deu como provado que os quatro arguidos agiram em comunhão e conjugação de esforços, meios e intenções, no cumprimento de um plano previamente delineado com o propósito de matar a vítima.

Ficou ainda provado que os arguidos tinham consciência de que as agressões perpetradas eram adequadas a causar a morte, o que veio efetivamente a verificar-se.

Tentou fugir

De acordo com o jornal “O Mirante”, Pedro Ricardo, a vítima mortal, vivia com o pai em Lisboa. Nesse dia, saiu de casa e foi até Alverca para se encontrar com a ex-namorada, com quem tinha uma relação difícil há vários meses, para trocarem roupas e outros pertences. Combinaram encontrar-se no Jardim José Álvaro Vidal, no centro da cidade.

Quando Pedro chegou ao local, não encontrou a rapariga mas sim um grupo de jovens que o estava à espera. A situação virou rapidamente uma agressão, com murros e pontapés, e Pedro acabou por ser esfaqueado no abdómen.

Mesmo gravemente ferido, ainda tentou fugir para pedir ajuda, mas acabou por cair na berma da Estrada Nacional 10. O ataque aconteceu em plena luz do dia, numa zona muito movimentada. O trânsito foi interrompido e os bombeiros chegaram rapidamente, mas apesar dos esforços das equipas médicas, não foi possível salvar o jovem.