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O ex-agente de contrainteligência foi condenado em 28 de abril de 1994, depois de admitir ter vendido informação secreta à União Soviética e, posteriormente, à Rússia. Ames comprometeu mais de 100 operações clandestinas e revelou a identidade de mais de 30 espiões ocidentais, resultando na morte de pelo menos dez agentes da CIA.
Segundo as autoridades, Ames começou a fornecer à KGB os nomes de espiões da CIA em abril de 1985, alegando necessidade de dinheiro para pagar dívidas. Recebeu inicialmente 50 mil dólares, sendo conhecido pelo serviço soviético pelo nome de código Kolokol (O Sino). Ao longo de nove anos, teria recebido cerca de 2,5 milhões de dólares em troca da sua traição. O dinheiro permitiu-lhe manter um estilo de vida luxuoso, incluindo um carro Jaguar, férias no estrangeiro e uma casa avaliada em 540 mil dólares, apesar de nunca ter auferido mais de 70 mil dólares por ano.
A carreira de Ames na CIA durou 31 anos e começou em 1962, graças à influência do seu pai, também analista da agência. Durante esse período, Ames casou-se duas vezes, primeiro com Nancy Segebarth, também agente da CIA, e depois com Maria del Rosario Casas Dupuy, funcionária da embaixada colombiana em Washington e colaboradora da CIA, que viria a ser acusada como cúmplice.
Ao longo da sua carreira, Ames teve problemas com álcool e cometeu várias violações de segurança, incluindo o episódio em que deixou uma pasta com informação confidencial num metro. Apesar disso, tornou-se chefe do departamento de contrainteligência soviética da CIA em 1983.
A traição de Ames começou, então, em 1985, e prolongou-se até à sua detenção a 21 de fevereiro de 1994, depois de uma investigação minuciosa que se iniciou no ano anterior.
O ex-diretor da CIA na época, R. James Woolsey, descreveu Ames como “um traidor maligno do seu país” e afirmou que os agentes por ele traídos morreram “porque um traidor assassino queria uma casa maior e um Jaguar”.
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