LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anvisa autorizou a venda do medicamento Leqembi, destinado a pacientes com Alzheimer em fase inicial.
  • O tratamento requer aplicação intravenosa a cada duas semanas e visa reduzir placas beta-amiloides no cérebro.
  • Estudos mostraram que pacientes tratados com Leqembi apresentaram menor declínio dos sintomas após 18 meses em comparação ao placebo.
  • O medicamento não é recomendado para pacientes com duas cópias do gene ApoE4, que podem ter maior risco de efeitos colaterais.

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A doença torna-se mais comum a partir dos 65 anos e é influenciada por fatores genéticos, de saúde e estilo de vida Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o consumo e distribuição de um novo medicamento de combate ao Alzheimer. Intitulado Leqembi, o remédio teve seu registro oficializado em 22 de dezembro. Ainda não há previsão para o início das vendas.

A medicação é indicada para tratamento de pacientes adultos com diagnóstico de Alzheimer em fase inicial, já apresentando comprometimento cognitivo leve e demência. Será comercializada por meio de ampolas e a indicação é de uma aplicação intravenosa a cada duas semanas.

Como funciona

O Leqembi serve para reduzir as placas beta-amiloides no cérebro, já que a concentração dessas partículas de proteína na região é um dos fatores determinantes para o surgimento da doença.

Sua eficácia foi avaliada pela escala CDR-SB, que mede graus de Alzheimer em pacientes. No estudo, 1.975 pessoas com Alzheimer em estágio inicial receberam Laqembi ou placebo. Para os pacientes que consumiram o medicamento, houve um declínio dos sintomas após 18 meses, e uma evolução menor na demência do que os que receberam placebo (1,22 versus 1,76 pontos CDR-SB).

Teste para o gene ApoE4

O teste para identificação do gene ApoE4, principal variante genética que leva ao risco de Alzheimer, deve ser realizado antes do início do tratamento.

Essa melhora foi percebida em pacientes com apenas uma ou nenhuma cópia do gene ApoE4.

No entanto, o tratamento ainda não é recomendado para pacientes com duas cópias do gene ApoE4: voluntários deste perfil que receberam Leqembi apresentaram maior risco de desenvolver efeitos colaterais como inchaços ou sangramentos no cérebro. Dessa forma, o medicamento serve, por agora, somente para indivíduos com uma ou menos cópias do gene.

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