É uma carta, mas pode chamar de rica reportagem, detalhada, repleta de alegrias, de picardia desta personagem rara, altiva, inteligente, batalhadora, a Leila Diniz do esporte brasileiro.
Bial mergulha fundo na onda da doce figura que não engolia injustiças, capaz de combinar açúcar com sal se a situação exigisse.
“Nunca existiu uma mulher como Isabel”, escreveu Lúcio de Castro em sua despedida da também grande amiga por longos anos, como Bial relembra.
Assim como, entre outras passagens reveladas só por quem a conheceu tão de perto, fala da avó de Isabel, sua encantadora avó paterna Leda Rios, jornalista e escritora negra que muito a influenciou.
Não há por enquanto, e não haverá por muito tempo, nada que console a morte, em 2022, aos 62 anos, de Isabel Salgado.
Há, no entanto, um livro como o de Bial e, além de outros herdeiros, Carol Solberg, a filha cujo DNA também a imortaliza.