O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou esta quinta-feira a libertação de “um número significativo” de prisioneiros, tanto venezuelanos como estrangeiros, nas próximas horas.
A libertação de prisioneiros, uma reivindicação da oposição no país, é um “gesto de paz”, sem distinção de ideologia ou religião, disse Rodríguez numa conferência de imprensa em Caracas, acrescentando que foi uma decisão unilateral e não concertada com qualquer outra parte.
“O Governo bolivariano, juntamente com as instituições estatais, decidiu libertar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros, e estes processos estão já a ter lugar”, acrescentou Rodriguez, irmão de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência da Venezuela após o ataque norte-americano a Caracas e a posterior captura de Nicolás Maduro.
“Considere-se este gesto do governo bolivariano, de ampla intenção de procura da paz, como uma contribuição que todos e todas devemos fazer para que a nossa República continue a sua vida pacífica e em busca da prosperidade”, disse ainda o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.
O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, já confirmou que há cidadãos espanhóis entre os que serão libertados. Segundo o El País, que cita fontes diplomáticas, serão libertados quatro espanhóis – há ainda mais de uma dezena de detidos com dupla nacionalidade, assinala o jornal.
Em Espanha, o Governo presidido por Pedro Sánchez saudou a libertação de “cinco espanhóis, entre eles uma cidadã com dupla nacionalidade, que se preparam para viajar para Espanha”, com o apoio da embaixada em Caracas, diz o comunicado oficial publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. “Espanha, que mantém relações fraternas com o povo venezuelano, acolhe esta decisão como um passo positivo na nova etapa em que a Venezuela se encontra”, lê-se ainda.