O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram esta quinta-feira um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.

A reunião “foi bastante profícua”, disse aos jornalistas o presidente do INEM, avançando que a principal solicitação do instituto foi “um reforço dos meios na margem sul do Tejo” e a Liga disponibilizou-se para tal.

“Identificámos hoje de forma clara que temos constrangimentos principalmente na cidade de Lisboa, na Área Metropolitana de Lisboa, mas o grande foco neste momento tem a ver com a margem sul, e é aí que vamos fazer o reforço inicial”, acrescentou Luís Mendes Cabral.

“Vai haver um reforço permanente de vários meios em vários locais e foi isso que estivemos este tempo todo a discutir: local a local, quais os sítios em que há necessidade de haver esse reforço permanente”, explicou.

O reforço “será por nós também contratualizado, porque o INEM pretende garantir os tempos de resposta necessários à população, dentro do que foi definido em termos de prioridades”.

“Em todas as outras situações em que for necessário esse reforço, nomeadamente na cidade de Lisboa, muitas das situações passam […] por transformar ambulâncias que são contratualizadas pelo INEM, do ponto de vista sazonal, ou seja, que são apenas, numa determinada altura do ano, transformar essas ambulâncias em ambulâncias definitivas”.

O presidente do INEM sublinhou que o caráter esporádico desses contratos “cria alguma instabilidade no relacionamento laboral dos corpos de bombeiros com os tripulantes” e que transformar os contratos sazonais em contratos permanentes aumenta a disponibilidade de meios para o INEM.

Pelo menos três pessoas morreram esta semana depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.

Sobre o novo sistema de triagem do INEM, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, disse este “é um problema que é do INEM, mas no que se refere aos corpos de bombeiros nós precisamos de aprofundar um pouco mais tecnicamente”.

c/ Lusa