Foto: University of Georgia


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O uso de herbicida à base de glifosato não compromete a ação de Spodoptera multiple nucleopolyhedrovirus (SfMNPV) no controle biológico de Spodoptera frugiperda. Essa foi a principal conclusão de um estudo de pesquisadores mexicanos.


Os pesquisadores informam não haverem observado alterações no crescimento, na sobrevivência ou no desenvolvimento das lagartas expostas a doses recomendadas do herbicida. O produto não mudou o peso das larvas, o tempo até a pupação nem a proporção entre machos e fêmeas.


Herbicida sobre o vírus


O estudo também analisou a ação do herbicida sobre o vírus. Os testes indicaram que a presença do glifosato não afetou a infectividade do SfMNPV. A taxa de mortalidade causada pelo vírus permaneceu semelhante, com ou sem contato com o herbicida.


Em ensaios com plantas de milho, as lagartas adquiriram a infecção viral da mesma forma em plantas tratadas com herbicida e em plantas sem aplicação. O resultado ocorreu tanto um dia quanto seis dias após o uso do produto, período em que surgiram sinais iniciais de fitotoxicidade nas plantas.


Persistência do vírus


A persistência do vírus no solo também não sofreu influência do herbicida. Durante seis semanas de avaliação em casa de vegetação, o SfMNPV manteve a capacidade de infectar as lagartas, mesmo em solos tratados com glifosato.


Segundo os autores, os dados de laboratório e casa de vegetação indicam que o herbicida testado não interfere na eficácia do vírus como ferramenta de controle biológico da lagarta-do-cartucho. Todavia, recomendam novos estudos em condições de campo, com diferentes tipos de solo e formulações comerciais de herbicidas, antes de extrapolar os resultados para sistemas produtivos.


Outras informações em doi.org/10.3390/insects17010073