Depois de uma pausa substancial de movimento durante os anos da pandemia, a agência chinesa Xinhua relata que o volume de tráfego acelerou de forma impressionante.
“Demorou mais de cinco anos para o tráfego de passageiros no posto fronteiriço ultrapassar os primeiros 50 milhões de viagens, enquanto os segundos 50 milhões foram alcançados em apenas um ano e oito meses”, afirmou Chen Faqiu, sublinhou o responsável da Estação de Inspeção Fronteiriça do posto da ponte, citado pela Xinhua.
Inaugurada em 2018, a infraestrutura tem uma extensão total de cerca de 55 quilómetros, que inclui um túnel submarino de quase sete quilómetros entre duas ilhas artificiais, construído para facilitar a navegação no delta do rio das Pérolas. Reduziu em cerca de metade o tempo de viagem entre Macau e Hong Kong.
Os residentes de Hong Kong e Macau representam 58,7% do volume total de passageiros, com mais de 58,7 milhões de travessias registadas.
Apenas em 2025, foram efetuadas cerca de 18 milhões de viagens por residentes a deslocarem-se de e para a China continental, quase três vezes mais do que em 2019, segundo números oficiais.
O tráfego de veículos também disparou. Mais de 8,4 milhões de viaturas registadas em Hong Kong e Macau com autorização de circulação transfronteiriça foram inspecionadas.
“Conduzir até à China continental através da ponte tornou-se parte do dia-a-dia dos residentes de Hong Kong e Macau”, adiantou a Xinhua.
Por outro lado, a ponte já processou um total acumulado de 39,4 milhões de viagens de cidadãos da China continental com destino a Macau e Hong Kong. Mais de 12,6 milhões dessas viagens ocorreram em 2025, estabelecendo um recorde histórico.
Em junho do ano passado, a Polícia de Segurança Pública de Macau anunciou que os turistas de 82 países, incluindo Portugal, Brasil e Cabo Verde, poderão entrar na região através da ponte, sem precisar de sair do veículo.