Em entrevista, pressionado sobre se a sua administração deveria respeitar o direito internacional, Donald Trump respondeu que já o faz, mas deixou claro que decidirá quando é que tais restrições se aplicarão aos Estados Unidos.

Kevin Lamarque/REUTERS
Donald Trump defendeu esta quinta-feira que a sua “própria moralidade” é o único limite ao seu poder enquanto Presidente, descartando assim o direito internacional como pretexto para atacar outros países.
Trump tem sido alvo de fortes críticas na sequência da operação militar na Venezuela e, em entrevista, quando questionado se havia limites para o seu poder, respondeu: “Sim, há uma coisa, a minha própria moralidade, a minha própria mente. Essa é a única coisa que me pode parar”.
“Não preciso de direito internacional”, acrescentou.
Quando pressionado sobre se o seu Governo deveria respeitar o direito internacional, Trump respondeu que já o faz, mas deixou claro que decidirá quando é que tais restrições se aplicarão aos Estados Unidos.
Durante a entrevista, Trump mencionou o sucesso do seu ataque ao programa nuclear iraniano, a rapidez com que destruiu a imagem pública do Governo venezuelano e os seus planos em relação à Gronelândia.
Sobre este último ponto, recusou responder se prefere adquirir este território autónomo à Dinamarca ou preservar a NATO.
Quanto à necessidade de possuir a ilha, Trump analisou que “é o que se precisa psicologicamente para ter sucesso”, uma vez que “a propriedade dá-lhe algo que não se consegue com um arrendamento ou um tratado”.
“A propriedade é muito importante”, insistiu.
Para o governante, a importância da soberania e das fronteiras nacionais é menor do que o papel dos Estados Unidos como protetor do Ocidente.
Trump afastou ainda a ideia de que os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, pudessem usar uma lógica semelhante à sua em detrimento dos Estados Unidos.