witsawat / stock.adobe.comCidade encerrou ano sem mortes em decorrência da doençawitsawat / stock.adobe.com

Passo Fundo encerrou o ano de 2025 com o menor número de casos de dengue dos últimos três anos, registrando 152 diagnósticos confirmados da doença. Desse total, 123 foram autóctones (contraídos no próprio município), e não houve nenhuma morte em decorrência da doença.

O total representa uma queda significativa de 92% em relação aos 1.968 casos de 2024 e aos 875 de 2023, período em que a doença causou seis mortes na cidade. Os dados são de um levantamento do governo estadual.

Na avaliação da coordenadora de Vigilância Ambiental, Ivânia Silvestrin, o sucesso das estratégias se deve, entre outros fatores, ao aumento da equipe de agentes e à intensificação na fiscalização de denúncias.

— Apesar do resultado muito positivo, em nenhum momento podemos relaxar nos cuidados. Sempre pedimos que a população faça a sua parte, porque os piores meses de circulação do mosquito ainda estão por vir — reforça.

Até o momento, em 2026, a prefeitura não diagnosticou nenhum caso confirmado da doença. A circulação do mosquito Aedes aegypti é mapeada em 225 pontos da cidade

Bairros com presença do mosquito Aedes aegypti

João Pazuch / PMPF / DivulgaçãoFêmeas do mosquito colocam seus ovos nas “ovitrampas”João Pazuch / PMPF / Divulgação

Para combater a proliferação do mosquito, a prefeitura instalou 225 armadilhas em diferentes bairros da cidade. Conhecidas como “ovitrampas”, esses mecanismos simples atraem as fêmeas do mosquito para depositarem seus ovos.

Periodicamente, os agentes de endemias recolhem as amostras para análise. A última instalação foi em 19 de dezembro de 2025, quando foram registrados ovos do mosquito Aedes aegypti em pelo menos 14 bairros: Zacchia, Centro, Vera Cruz, Santa Marta, Victor Issler, São José, Annes, Vila Rodrigues, Vila Luiza, Petrópolis, Valinhos, Planaltina, Cruzeiro e Lucas Araújo.

Todos os locais passaram por um protocolo de “pesquisa vetorial”, que busca o foco da doença em um raio de 150 metros para eliminá-lo.

— Quando há presença de ovos na armadilha é sinal que a fêmea do Aedes aegypti está naquela região. Quanto antes identificarmos o foco e eliminar esses criadores a gente garante que a circulação do vetor da doença nesses locais e bairros seja menor — explica Ivânia.

Período crítico é de março a maio

Historicamente, os meses com maior circulação da fêmea do Aedes aegypti e de mais casos confirmados são março, abril e maio. Por isso, é fundamental manter a atenção, eliminando recipientes que possam acumular água parada e estar alerta a possíveis sintomas.

— Contamos com a ajuda da população para fazer a limpeza dos quintais. E, claro, ao sentir febre associada a pelo menos dois sintomas, como dor no corpo e dor no fundo dos olhos, é preciso suspeitar de dengue e fazer o teste em qualquer unidade de saúde.

Orientações para eliminar os criadouros do mosquito

Para eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, siga as orientações:

  • Mantenha as caixas d’água bem fechadas, com tela e tampa. O mesmo vale para baldes e tonéis;
  • Opte por vasos de plantas sem pratinhos;
  • Guarde pneus em locais cobertos e secos. Caso prefira descartar, leve até o ecoponto no bairro São Luiz Gonzaga;
  • Mantenha piscinas limpas e tratadas;
  • Descarte o lixo corretamente.

Onde denunciar água parada em Passo Fundo

Se você identificar pontos que possam proliferar o mosquito da dengue, denuncie nos canais oficiais da prefeitura:

  • Em caso de água parada, entre em contato com a Secretaria de Saúde Vigilância Ambiental pelos números (54) 99654-1444 ou (54) 3046-0073.
  • Esgotos sem tratamento podem ser denunciados para a Secretaria do Meio Ambiente, pelo número (54) 3312-9201.
  • Casos de terrenos baldios devem ser levados à Secretaria de Transportes e Serviços Gerais através do (54) 3313-7576.

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