O Ministério da Saúde e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz atualizaram o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Alzheimer, documento que orienta o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento de pessoas com a condição no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A nova versão foi aprovada por meio da Portaria Conjunta SAES/SCTIE nº 27, de 27 de novembro de 2025, e é resultado da parceria entre as instituições no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS).

A Doença de Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, respondendo por até 70% dos casos globalmente. No Brasil, estima-se que aproximadamente 8,5% da população com 60 anos ou mais viva com algum tipo de demência, condição caracterizada pelo comprometimento progressivo de funções cognitivas como memória, orientação e capacidade de julgamento, levando à perda gradual de autonomia.

A Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, caracterizada pelo declínio cognitivo gradual, que se manifesta inicialmente de forma sutil e que tende a se agravar ao longo do tempo, comprometendo funções como memória, linguagem, planejamento e realização de atividades cotidianas. Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida, a idade avançada e o histórico familiar são fatores de risco importantes. Condições como hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e isolamento social também influenciam o desenvolvimento da doença e podem ser alvo de estratégias de prevenção ao longo da vida.

Diante desse cenário, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para orientar o tratamento, reduzir complicações e promover melhor qualidade de vida para pacientes e cuidadores. A atualização do PCDT reforça esse compromisso ao incorporar evidências científicas mais recentes e alinhar as diretrizes brasileiras às melhores práticas internacionais.

Entre as principais atualizações, o novo protocolo amplia o uso da donepezila em monoterapia e em combinação livre com memantina para o tratamento de pacientes com Doença de Alzheimer em estágio grave. A recomendação teve parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), com base em avaliação técnica conduzida pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz.