Morreu, aos 81 anos, a atriz Elisa Lisboa, anunciou esta sexta-feira a Casa do Artista através de um comunicado divulgado nas redes sociais. Foi professora de Interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema e destacou-se em diversas produções de teatro, cinema e televisão.

Elisa Lisboa nasceu a 8 de março de 1944, em Lisboa. “Nos primeiros anos de atividade como atriz, trabalhou no Teatro Experimental de Cascais em espetáculos como Bodas de Sangue (1968), Maria Stuart (1969), Antepassados Precisam-se (1970), Um Chapéu de Palha de Itália (1970) ou O Rei Está a Morrer (1970)”, lê-se na nota divulgada pela instituição onde a atriz residia desde 2018.

A Casa do Artista lembra o percurso da atriz no teatro, destacando a sua passagem pelo Grupo Teatro Hoje (Teatro da Graça) com peças como O País do Dragão (1987), Vieux Carré (1988) ou Terminal Bar (1990). “No seu trabalho no Teatro estão outros espetáculos como O Duelo (Trindade 1971), O Concerto de Santo Ovídeo (1973), O Equívoco (1977), Os Sequestrados de Altona (São Luiz 1979), Gardel – El Dia Que Me Quieras (Ibérico 1984), Haja Harmonia (Malaposta 1997), O Dia dos Prodígios (Trindade 2010), entre outros”, refere, ainda.

No que diz respeito ao cinema, a Casa do Artista recorda as “participações relevantes” em Sombras de uma Batalha (1993), Aparelho Voador a Baixa Altitude, de Solveig Nordlund (2002), Alasca (2009), Luz da Manhã (2011), Fábrica dos Sonhos (2011), A Primeira Ceia (2011), Os Últimos Dias (2011), A Teia de Gelo (2012) e Axilas, de Fernando Lopes (2016).

Na televisão, Elisa Lisboa participou em projetos na RTP, SIC e TVI, como Tragédia da Rua das Flores (RTP 1981), Mistério Misterioso (RTP 1990), Morangos com Açúcar (TVI 2006), Floribella (SIC 2006), Ilha dos Amores (TVI 2007), Conta-me Como Foi (RTP 2008/2009), Feitiço de Amor (TVI 2008/2009), Meu Amor (TVI 2009/2010), Velhos Amigos (RTP 2012), Doce Tentação (TVI 2012/2013), Mulheres (TVI 2014), Bem-Vindos a Beirais (RTP 2015).

O seu último trabalho na televisão foi na telenovela A Impostora (TVI 2016), antes de sofrer um AVC que lhe provocou lesões cerebrais.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, agradeceu à atriz Elisa Lisboa “por tudo o que deu à cultura portuguesa”.

“Morreu a atriz Elisa Lisboa, o rosto de inúmeras personagens marcantes. Habituámo-nos a vê-la na Televisão e no Cinema, mas foi pelo Teatro que começou. Ajudou a formar novas gerações na sua longa carreira. Por tudo o que deu à Cultura portuguesa, obrigada”, escreveu a ministra na rede social X.