O governo norte-americano está a considerar oferecer pagamentos diretos aos habitantes da Gronelândia como parte de um plano para incentivar a ilha a separar-se da Dinamarca e a tornar-se território dos Estados Unidos, avança esta quinta-feira, 8 de janeiro, a Reuters.
Segundo fontes da agência de notícias, os valores discutidos variam entre os 10 mil e os 100 mil dólares (entre cerca de 8500 e 85 mil euros, aproximadamente) por pessoa.
A proposta é vista como uma forma de “comprar” a ilha, que tem cerca de 57 mil habitantes, face à intransigência da Gronelândia e da Dinamarca em negociar o território.
Essa ideia é apenas uma das opções em cima da mesa para a administração Trump, que também está a avaliar a possibilidade de intervenção militar, embora prefira alternativas diplomáticas como a aquisição da ilha ou acordos estratégicos.
Uma das hipóteses em análise é o Compacto de Livre Associação (COFA), já utilizado com países do Pacífico, que prevê assistência militar e serviços em troca de liberdade para as bases americanas e incentivos comerciais. Porém, a implementação desse modelo exigiria a saída da Gronelândia da jurisdição da Dinamarca.
O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, apelou nas redes sociais ao fim das “fantasias sobre a anexação”, depois de Donald Trump ter afirmado que os Estados Unidos necessitam de adquirir a ilha.
Também os governos principais têm sublinhado que “só a Gronelândia e a Dinamarca podem decidir sobre este assunto”.