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Bloomberg

Publicado em

9 de janeiro de 2026

A Xreal Inc., fabricante de óculos inteligentes, angariou recentemente 100 milhões de dólares, adiantou o seu presidente executivo, reforçando a tesouraria da empresa numa altura em que a concorrência nesta categoria se intensifica.

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Numa entrevista à Bloomberg Television, o cofundador e presidente executivo, Chi Xu, afirmou que o financiamento veio de “parceiros da cadeia de fornecimento” e de outros investidores que preferiu não identificar.

A start-up com uma avaliação superior a mil milhões de dólares, anunciou dois novos modelos de óculos na feira CES, em Las Vegas, esta semana, incluindo um modelo de entrada atualizado, e disse que alargou a parceria com a Google, da Alphabet Inc.

A empresa chinesa e o gigante norte-americano da pesquisa têm colaborado num par de óculos inteligentes assente na plataforma Android XR da Google, que planeiam lançar algures em 2026. O projeto está a decorrer dentro do prazo, disse Xu na entrevista.

“Somos muito bons a construir módulos óticos e a fabricar chips. A Google é muito boa a desenvolver IA e sistemas operativos”, continuou Xu, acrescentando que acredita que o melhor hardware para óculos resultará da colaboração — e não de uma única empresa a tentar fazer tudo.

Na CES, várias empresas apresentaram novos wearables e dispositivos com IA. A Razer Inc. estreou um conceito de auscultadores, com lançamento previsto para este ano, que integra câmaras para analisar o ambiente envolvente do utilizador. A Motorola, unidade do Lenovo Group Ltd., mostrou um conceito em forma de colar com pendente, também com câmara.

O presidente executivo da Razer, Min-Liang Tan, defendeu, numa entrevista à Bloomberg no início desta semana, que alguns consumidores preferirão o formato de auscultadores, uma vez que nem toda a gente usa óculos — e que a sua posição natural na cabeça permite às câmaras manter uma perspetiva ao nível dos olhos.

“Conheci-o há alguns dias e falámos um pouco sobre isso”, confessou Xu, referindo-se a Tan, acrescentando que está convicto de que os óculos são a melhor solução.

A Xreal tem enfrentado a concorrência crescente de gigantes tecnológicos, incluindo a Meta Platforms Inc., que tem liderado a categoria com os seus Ray-Ban com inteligência artificial. A Meta lançou, no ano passado, um modelo premium de 799 dólares, com ecrã incorporado e pulseira exclusiva de pulso, enquanto explora as funcionalidades que poderão cativar os consumidores.

“Este é um mercado suficientemente grande e não acredito que o fator de forma venha a convergir”, prosseguiu Xu, descrevendo a categoria dos óculos inteligentes como “uma corrida aberta para todos”.

Espera-se que a Apple Inc. apresente os seus primeiros óculos inteligentes já este ano, depois de ter tido dificuldades em ganhar impulso com o headset Vision Pro, de 3.499 dólares, que recebeu uma pequena atualização no outono passado. Segundo a Bloomberg, a empresa pôs de lado uma reformulação do headset de realidade mista para dar prioridade a óculos de IA como os da Meta.

“O desafio é ser demasiado caro. É demasiado pesado”, concordou Xu sobre o Vision Pro. “Podemos oferecer 80% desse tipo de experiência” num produto mais leve e muito mais acessível, concluiu.
 

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