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https://www.archdaily.com.br/br/1037367/restaurante-charcoal-haus-moc-architects
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A partir do Lugar – Chacol Haus está localizado a meia encosta de uma colina coreana sem características marcantes, densamente coberta por pinheiros. Abaixo do terreno, está previsto um complexo industrial, o que acaba criando uma vista inesperadamente aberta. Como a área está inserida em uma zona de proteção ambiental, há poucas construções nas proximidades. O que torna o lugar incomum é a presença de um jardim e de um lago para peixes inacabados — vestígios de um antigo empreendimento. Esses elementos conferem ao sítio uma atmosfera estranha e ambígua, mais desconfortável do que propriamente natural.
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Diante dessa paisagem indefinida, a primeira pergunta não foi que tipo de arquitetura construir, mas como definir o próprio lugar. A arquitetura cria forma e espaço, mas também pode ser uma ferramenta para atribuir sentido à paisagem. Um vazio incômodo começa a se transformar no momento em que a arquitetura se insere. Mesmo um terreno comum pode adquirir significado.
Arquitetura Minimalista – O projeto exigia dois edifícios em dois lotes vizinhos. Cada um acompanha a inclinação do terreno, com uma diferença de nível de um metro entre eles. O método construtivo foi simples: parede, pilar, piso e cobertura. Apenas esses quatro elementos foram utilizados. Um longo muro foi construído ao longo da encosta, dividindo o terreno e conferindo escala à grande área aberta. De um lado, um pátio limpo recebe os visitantes; do outro, um jardim mais desordenado revitaliza uma floresta fragmentada. Em vez dos pinheiros perenes, foram plantados salgueiros, reforçando a percepção das mudanças sazonais.
Seus galhos em movimento, à altura dos olhos, criam uma atmosfera viva no lugar de um paisagismo rígido. O piso absorve a diferença de nível de um metro e, ao caminhar pela encosta, o jardim inferior se eleva gradualmente até a altura do olhar. Isso proporciona uma experiência mais próxima e íntima da floresta. O interior é compacto, mas transmite sensação de proteção e aconchego.
Há uma variedade de assentos e mudanças espaciais ao longo do percurso. A cobertura se estende em uma linha horizontal contínua, fazendo com que as alturas dos pés-direitos variem de ambiente para ambiente. Pilares e paredes foram posicionados com cuidado: alguns avançam para criar espaços, outros enquadram vistas além das janelas. Dessa composição resulta uma diversidade de fachadas, com aberturas curvas, janelas de linhas retas e ousadas portas de correr triplas.
A Espessura do Limite – Carvão explora a ideia de limite. Costumamos imaginar limites como elementos finos e verticais, que dividem, bloqueiam e separam. Mas e se o espaço existisse sobre o próprio limite? Um limite baixo e espesso pode se tornar uma zona de transição, conectando lados distintos em vez de separá-los. Carvão é um vazio construído a partir de elementos arquitetônicos mínimos. Ele divide, mas também se integra ao entorno. As variações de nível do solo, o crescimento da vegetação e as mudanças da luz ao longo do dia permitem que o espaço se funda ao seu contexto. Assim como o carvão que lhe dá nome, permanece silenciosamente entre os opostos, compartilhando o tom e a ambiguidade do cinza.





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Planta Local
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