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Segundo explica o médico António Hipólito de Aguiar ao 24notícias, apesar de o 911 não ser o número oficial fora dos Estados Unidos, em vários países europeus a chamada é reconhecida pelas redes de telecomunicações e encaminhada automaticamente para o 112.
Segundo o médico, na Europa, ao ligar 911, alguns países reconhecem esse número como sendo de emergência, como acontece, por exemplo, em Itália, e encaminham a chamada automaticamente para o 112. O mesmo sucede com operadoras multinacionais: empresas como a Vodafone dispõem de bases de dados internacionais que identificam o 911 como número de emergência e procedem ao respetivo redirecionamento.E, por último, os smartphones que incluem listas internas de números de emergência globais e conseguem adaptar-se ao país onde estão a funcionar.
“Um turista americano que marque 911 em Portugal pode, em muitos casos, ser atendido pelo sistema de emergência nacional, sem sequer se aperceber de que a chamada foi redirecionada”, explica António Hipólito de Aguiar.
A lógica funciona nos dois sentidos. Nos Estados Unidos, muitos telemóveis e redes GSM (Sigla em inglês para “Sistema Global para Comunicações Móveis”) já têm o 112 pré-programado como número de emergência. Assim, se um europeu marcar 112 em solo americano, a chamada pode ser encaminhada para o 911.
No entanto, o médico alerta que este sistema não é uniforme em todo o território norte-americano. “Não existe uma regra legal que obrigue todos os estados a reconhecer o 112. Em zonas com maior desenvolvimento tecnológico isso está mais consolidado, mas noutros locais pode não funcionar da mesma forma”, sublinha.
“Se nós todos formos aos Estados Unidos, até pela infiltração de filmes dos EUA, eles dizem 911 e sabemos que é o número de emergência, mas não invalida que se possa discar à mesma o 112 e que o próprio telemóvel ou a operadora reconheçam como sendo um número de emergência também”, acrescenta.
Segundo o site National Emergency Number Association (NENA), nos Estados Unidos da América, o número de emergência é o 911, designado oficialmente como o Universal Emergency Number (Número universal de emergência, em tradução livre). Criado no final da década de 1960, o 911 foi pensado para garantir um acesso rápido e único aos serviços de emergência, polícia, bombeiros e assistência médica, através dos chamados PSAP (Pontos de Atendimento de Segurança Pública, em tradução livre).
A escolha do número não foi aleatória: é curto, fácil de memorizar e nunca tinha sido usado como código telefónico. A primeira chamada para o 911 foi realizada a 16 de fevereiro de 1968, no Alabama, e, ao longo das décadas seguintes, o sistema foi sendo expandido e modernizado, dando origem ao Enhanced 9-1-1 (E9-1-1), que permite identificar automaticamente a localização de quem liga. Atualmente, cerca de 96% do território dos EUA está coberto por algum tipo de serviço 911.
Na União Europeia (UE), de acordo com o site da Comissão Europeia, o número de emergência é o 112, criado em 1991 como número único europeu, válido em todos os Estados-Membros. Pode ser utilizado gratuitamente a partir de telefones fixos ou móveis, mesmo sem saldo ou cartão SIM, para contactar qualquer serviço de emergência.
As chamadas são atendidas por operadores treinados que podem responder em várias línguas e que, se necessário, conseguem localizar automaticamente quem liga. Em países como Portugal, Dinamarca, Finlândia, Países Baixos ou Suécia, o 112 é o único número nacional de emergência.
Nos Estados Unidos, o sistema está a evoluir para o Next Generation 911, que permitirá aos centros de emergência receber não só chamadas de voz, mas também mensagens, imagens e vídeo. A Europa segue o mesmo caminho com a modernização do 112.
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