“Ora, esqueceu-se de dizer ou omitiu, que esse concurso foi uma decisão de uma resolução do Conselho de Ministros de 2023, do dia 29 de novembro, uma resolução de um governo do Partido Socialista”, disse esta sexta-feira José Luís Carneiro.
“Depois, o atual Governo fez uma revisão a esta decisão no dia 29 de agosto de 2024. A pergunta que há a fazer é: porque é que só agora, ao fim de tanto tempo, se está a anunciar a ida para concurso das ambulâncias para a emergência médica”, acrescentou.
“O primeiro-ministro deve uma resposta ao país. Ele foi enganado por parte dos serviços e, se foi enganado, o que é que vai fazer para assumir responsabilidades e para esse serviço assumir responsabilidades, ou tinha conhecimento e decidiu omitir esta informação e, se o fez, faltou à verdade ao parlamento e isso é muito grave”, defendeu José Luís Carneiro aos jornalistas na Assembleia da República.
O líder socialista argumentou que mentir ao parlamento “nos Estados Unidos da América dava um ‘impeachment’ [processo com vista à destituição] do Presidente” e que tal “é inaceitável num democracia qualificada”.
Durante esta semana, pelo menos três pessoas morreram depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo. O INEM, que abriu uma auditoria sobre os casos, apontou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais. O IGAS já abriu inquéritos às três situações.