Diante do crescimento expressivo de casos graves e mortes por influenza no início de 2026, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) decidiu ampliar a vacinação contra a gripe para toda a população. A medida busca reduzir internações e evitar óbitos em um cenário de baixa cobertura vacinal entre os grupos prioritários.
O imunizante segue disponível até o dia 31 de janeiro, com cerca de 100 mil doses nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Para se vacinar, é necessário apresentar documento oficial com foto. A caderneta de vacinação é recomendada, mas não obrigatória.
A decisão reflete um cenário epidemiológico considerado preocupante pelas autoridades sanitárias. Em 2025, foram contabilizados 8.084 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre moradores do DF. Desses, 1.421, o equivalente a 18%, tiveram a influenza como agente causador, representando um aumento de 146% em comparação com todo o ano anterior.
No mesmo período, foram notificados 61 óbitos por SRAG causada por influenza, número superior ao observado para outros vírus respiratórios em circulação.
Outro fator determinante foi a baixa cobertura vacinal registrada em 2025, inclusive entre os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. As gestantes apresentaram cobertura de apenas 26,4%, enquanto crianças menores de seis anos alcançaram 53%, e idosos 57,7%, todos abaixo da meta mínima de 90%. Ao todo, 542.313 doses foram aplicadas no DF no último ano, sendo a maioria destinada a pessoas fora dos grupos prioritários.
Nova variante reforça importância da vacinação
Segundo a SES-DF, o principal motivo para a liberação da vacina é a circulação da nova variante do vírus influenza A(H3N2) J.2.4.1, já identificada no Brasil. A cepa tem sido associada à antecipação da temporada de influenza em diferentes regiões do mundo.
Mesmo diante das diferenças genéticas entre os vírus em circulação e as cepas contempladas na vacina deste ano, a Secretaria de Saúde destaca que a imunização continua sendo uma ferramenta eficaz de proteção. A vacina é especialmente relevante na prevenção de formas graves da doença e hospitalizações.
A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra três cepas do vírus influenza: A (H1N1) pdm09, A (H3N2) e influenza B (linhagem Victoria). Segundo a Secretaria de Saúde, a proteção conferida pelo imunizante dura cerca de 12 meses, com redução gradual da resposta imunológica, sobretudo em idosos e pessoas imunodeprimidas, o que reforça a importância da vacinação anual.
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