O acordo comercial que quase foi para o lixo, no final do ano passado, acabou por ser finalmente aprovado no início de 2026, depois de a Comissão Europeia fazer novas concessões para tentar tranquilizar os agricultores, e com Itália a mudar o sentido de voto, permitindo que uma maioria qualificada de países aprovasse a parceria comercial com o Mercosul, criando um mercado de 700 milhões de consumidores. É a maior zona de comércio livre do mundo e deverá facilitar as trocas comerciais entre a União Europeia (UE) e quatro países da América Latina: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. A assinatura formal será no próximo dia 17, no Paraguai.

Numa altura em que Donald Trump controla o petróleo da Venezuela – depois de capturar Nicolás Maduro – e quer aumentar a influência na América Latina, a UE dá finalmente luz verde ao acordo comercial com o Mercosul. “É importante para a soberania e a autonomia estratégica da UE”, escreveu o presidente do Conselho Europeu. Diz António Costa que a decisão “demonstra que nas parcerias comerciais baseadas em regras todos ganham”.

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