“A China continuará a apoiar firmemente a Venezuela na salvaguarda da sua soberania, dignidade e segurança nacional, independentemente de como evolua a situação política”, afirmou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning.
A porta-voz destacou que Pequim manteve uma comunicação e cooperação “sólidas” com o Governo venezuelano e que o país “está profundamente empenhado em aprofundar a cooperação prática e promover o desenvolvimento comum”.
O país asiático, que tem mantido relações estreitas com Caracas nos últimos anos, condenou duramente a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e exigiu a libertação do ex-presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, detidos no sábado e levados para Nova Iorque.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reuniu-se na quinta-feira com o embaixador da China, Lan Hu, realçando a “posição firme e consequente da China ao condenar energicamente a grave violação do direito internacional e da soberania venezuelana”, segundo informações oficiais venezuelanas.
Fontes norte-americanas citadas pela cadeia televisiva ABC indicaram que a Administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou a Rodríguez que a Venezuela terá de pôr fim às suas relações com a China, Rússia, Irão e Cuba como condição para poder extrair e comercializar o seu petróleo.