Era uma rotina semanal. Quando ainda era deputado do Chega, entre outubro de 2024 e janeiro do ano passado, Miguel Arruda aproveitava o vaivém entre os Açores e Lisboa para furtar malas desacompanhadas, onde acabava por encontrar roupas e acessórios. Os bens mais valiosos eram entregues à mulher, também arguida, e o resto era posto à venda na Internet. Nas vésperas de ser detido pela PSP, o ex-parlamentar, que acaba de ser acusado de 21 crime de furtos, desviou as últimas três bagagens. Mas em vez de ir para a sua casa de Lisboa como era habitual, apanhou um TVDE para se deslocar rapidamente à Assembleia da República, onde tinha de assistir a uma audição urgente na Comissão de Agricultura e Pescas sobre a gripe das aves.