O artista porto-riquenho Bad Bunny enfrenta um novo processo judicial em Porto Rico, no valor de US$ 16 milhões. Nele é apontado o uso não autorizado da voz de uma mulher em duas de suas produções musicais mais conhecidas. O processo, que também tem como alvo o produtor do artista e a gravadora, foi apresentado na última segunda-feira (5) em seu país.

Tainaly Y. Serrano Rivera alega no documento de 32 páginas que sua voz aparece de forma clara na faixa “Solo de Mi”, do álbum X 100pre, lançado em 2018, e em “EoO”, do trabalho Debí Tirar Más Fotos, de 2025.

De acordo com ela, em ambas as músicas é dela a voz que canta o verso “Mira, puñeta, no me quiten el perreo” (“Olha, droga, não tirem meu perreo”, em tradução livre, que faz referência a um estilo de dança similar ao reggaeton).

Segundo o documento judicial, a voz ouvida dizendo esta frase pertence a Serrano e foi gravada a pedido do produtor Roberto Rosado, colaborador frequente de Bad Bunny. Segundo o processo obtido pela Billboard e pela Rolling Stone, a mulher afirma que nunca foi informada sobre a finalidade da gravação ou que ela seria usada para fins comerciais ou publicitários, além de não ter havido negociação de um contrato, licença ou autorização por escrito para uso nas canções.

Além de a frase constar nas músicas, ainda se tornou um bordão conhecido do artista, que a utiliza para vender camisetas e outros produtos, destacou a revista Rolling Stone.

Em decorrência desses eventos, Serrano está processando Bad Bunny, Roberto Rosado e a Rimas Entertainment por supostas violações de seu direito à privacidade e ao uso de sua imagem. Até o momento, nem o artista nem sua equipe jurídica emitiram um comunicado oficial sobre essa nova ação judicial.

Esse novo caso apresenta semelhanças com um processo anterior, movido em 2023 por Carliz De La Cruz Hernández, ex-companheira do cantor, que também o acusou de usar sua voz sem autorização em canções de sucesso, lembrou o El Tiempo. Esse caso ainda não teve uma decisão final.