Esta sexta-feira, a Casa Branca foi palco de uma reunião que juntou Donald Trump, Marco Rubio e executivos de várias grandes empresas petrolíferas, incluindo a Chevron ou a Repsol. O tema que dominou a reunião foi o futuro do petróleo e da indústria petrolífera da Venezuela, tendo o próprio Presidente assumido que os EUA quiseram antecipar possíveis pretensões de Pequim e de Moscovo.
“Se não tivéssemos feito isto, a China ou a Rússia teriam-no feito”, disse o líder da Casa Branca, que ainda assim esclareceu que a decisão não partia de animosidade contra ambos os países. “Disse à China e à Rússia: ‘Damo-nos muito bem com vocês, gostamos muito de vocês, mas não vos queremos aí’”, continuou.
“Uma coisa que lhes direi é que estamos abertos a negociar”, sublinhou Trump, dizendo que tanto a China como a Rússia podem “comprar todo o petróleo que quiserem. aos EUA. “Estaremos abertos a negócios quase imediatamente“, sublinhou.
Trump aproveitou a ocasião para revelar que a Venezuela já entregou 30 milhões de barris de petróleo aos EUA, representando um valor de cerca de 3 mil milhões de euros. “Está a caminho dos Estados Unidos neste momento. E queremos agradecer à Venezuela por isso”, acrescentou, apontando que já há um acordo para o futuro e que o mesmo não tem fim à vista.
“A Venezuela já aceitou que os EUA vão começar a refinar e a vender até 50 milhões de barris de petróleo” do país, afirmou o Presidente, apontando que isto irá continuar “indefinidamente”. “Se pensarmos bem, estamos a recuperar o que nos foi tirado. Eles roubaram a nossa indústria petrolífera”, disse ainda.
Esta retoma, afirmou o Presidente, será feita com “investimento” das “gigantes petrolíferas”, que vão “gastar” 86 mil milhões de euros para “para reconstruir a capacidade e a infraestrutura necessárias”.
“Eles não precisam do dinheiro do governo, mas precisam da proteção e da segurança do governo para que, quando gastarem todo esse dinheiro, ele esteja lá para que possam recuperá-lo e obter um retorno muito bom”, acrescentou.
Questionado pelos jornalistas, Trump confirmou ainda que Maria Corina Machado vai visitar a Casa Branca para a semana “na terça ou quarta-feira” e disse que se vai encontrar com “vários representantes” venezuelanos, incluindo os que estão no poder, que considera serem “aliados”.
“A relação que temos com as pessoas que atualmente governam a Venezuela é muito boa”, considerou o Chefe de Estado norte-americano, que acredita que a Venezuela irá continuar a “ser um aliado” e que voltou a frisar “não querer ter a Rússia lá”.
Trump disse ainda que vai receber, na próxima semana, “uma jovem que recebeu o Prémio Nobel da Paz” e admitiu, pela primeira vez, que esta pode participar na governação futura da Venezuela. “Vou ter que falar com ela. Ela pode estar envolvida em algum aspeto disso“, disse ainda. “Acho muito bom que ela queira vir”, afirmou, falando sobre Corina.