De Euronews
Publicado a 09/01/2026 – 11:13 GMT+1
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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, disse na quinta-feira que Washington pode ter de optar entre controlar a Gronelândia e manter a aliança da NATO, adensando a pressão para adquirir a ilha no Círculo Polar Ártico.
Trump também deu a entender que a aliança ficaria perderia a força sem os EUA.
“Penso que nos daremos sempre bem com a Europa, mas quero que eles se preparem”, afirmou. “Se olharmos para a NATO, posso dizer que a Rússia não está preocupada com nenhum outro país a não ser nós”.
Falando dias depois de ordenar a operação que removeu Nicolás Maduro da Venezuela e de emitir ameaças contra várias nações, Trump afirmou numa entrevista ao New York Times que o seu sentido pessoal de certo e errado constitui a única limitação à sua autoridade para empregar a força militar dos EUA a nível global.
“A minha própria moralidade, a minha própria mente (é) a única coisa que me pode parar”, assumiu Trump quando questionado sobre as restrições aos seus poderes militares globais.
“Não preciso do direito internacional”, clarificou Trump numa entrevista ao New York Times, antes de acrescentar que precisa de o seguir, mas sugerindo que a definição permanece pouco clara.
“Não estou a tentar magoar as pessoas”, sublinhou.
Apesar de se descrever como um “presidente da paz” e de ter manifestado interesse no Prémio Nobel, Trump autorizou ataques militares no Irão, Iraque, Nigéria, Somália, Síria, Iémen e Venezuela desde o início do seu segundo mandato.
Após a captura de Maduro, Trump emitiu avisos à Colômbia e renovou as exigências em relação à Gronelândia, um território autónomo dentro do Reino da Dinamarca, que faz parte da aliança da NATO.
Trump, que construiu a sua fortuna no ramo imobiliário, explicou por que entende que a Gronelândia tem de ficar sob controlo dos EUA. “O que eu sinto que é psicologicamente necessário para o sucesso”, declarou.
Tanto o governo da Dinamarca como o da Gronelândia rejeitam as propostas de Trump para comprar ou apoderar-se da ilha.
A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen disse esta semana que uma tentativa militar de tomar a Gronelândia marcaria o fim da NATO.
“A Gronelândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Gronelândia, e apenas a eles, decidir sobre questões relativas à Dinamarca e à Gronelândia”, afirmaram os líderes de França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca numa declaração conjunta esta semana.