O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão, Reza Pahlavi, dirigiu-se diretamente a Donald Trump pela segunda vez em pouco tempo através de publicações nas redes sociais. Depois de ter pedido aos “líderes europeus” para seguirem o exemplo do Presidente dos EUA e “do mundo livre”, agora, voltou a apelar à intervenção da Casa Branca nos protestos.
“Presidente [Trump], isto é um apelo imediato e urgente para a sua ação, atenção e apoio. Na última noite, viu os milhões de iranianos corajosos que enfrentaram balas nas ruas. Hoje, enfrentam um apagão total das comunicações, em vez das balas”.
O Filho do último xá do Irão reforçou que Ali Khamenei “ameaçou as pessoas nas ruas” por “ter medo do fim do seu regime criminoso às mãos das pessoas”. Para Reza, esta intensificação da ação do regime iraniano também aconteceu por Trump ter falado sobre os protestos — “a sua crítica ao regime criminoso também manteve os criminosos do regime à distância”.
“Chamei as pessoas para as ruas para lutarem pela sua liberdade. Peço a sua ajuda. Já provou, e eu sei, ser um homem de paz e um homem de palavra. Por favor, esteja pronto a intervir para ajudar os iranianos”, rematou, através de uma publicação no X.
Mr. President, this is an urgent and immediate call for your attention, support, and action. Last night you saw the millions of brave Iranians in the streets facing down live bullets. Today, they are facing not just bullets but a total communications blackout. No Internet. No…
— Reza Pahlavi (@PahlaviReza) January 9, 2026
Antes desta publicação, Reza Pahlavi agradeceu a Trump por reiterar a “sua promoessa de responsabilizar o regime” iraniano. Aos líderes europeus, pediu que usem todos os “recursos técnicos, financeiros e diplomáticos disponíveis para restaurar a comunicação ao povo iraniano para que a sua voz e vontade seja ouvida e vista”.
Na quinta-feira, o Presidente dos EUA recusou um encontro com o autoproclamado príncipe herdeiro do Irão, sugerindo que Washington não está preparado para apoiar um sucessor do regime iraniano, caso este entre em colapso. “Acho que devemos deixar todos concorrer e ver quem se destaca”, disse ao podcast The Hugh Hewitt Show. “Não tenho a certeza se isso seria a coisa certa a fazer”, acrescentou, citado pela Al Jazeera, quando questionado sobre se considera encontrar-se com Reza Pahlavi — que está, há décadas, exilado nos EUA.