Philippe Junot, empresário francês e ex-marido da princesa Carolina do Mónaco, morreu no passado 8 de janeiro, aos 85 anos, em Madrid. A notícia foi tornada pública pela filha mais velha, Victoria Junot, através de uma emotiva publicação nas redes sociais, citada pela ‘Vanity Fair’.


“Com o coração pesado, anuncio o falecimento do meu pai. Ele deixou-nos, rodeado pela família, após uma vida longa, linda e cheia de aventuras”, escreveu Victoria Junot, recordando o pai como um “verdadeiro cavalheiro” e destacando o amor e a inspiração que deixou à família. Na mesma mensagem, a filha sublinhou ainda o lado carismático do empresário, partilhando várias fotografias de diferentes fases da sua vida.


Segundo a ‘Vanity Fair’, Philippe Junot vivia há algum tempo em Madrid, onde estava próximo da filha Isabelle Junot, do genro Álvaro Falcó e da neta. O empresário aguardava ainda o nascimento de mais um neto, já que Isabelle se encontra grávida do segundo filho. Na capital espanhola, mantinha igualmente uma relação próxima com amigos de longa data.


De origem francesa, Philippe Junot era filho de Michel Junot, uma figura de relevo da política francesa e antigo vice-presidente da Câmara de Paris. Conhecido pelo seu estilo de vida cosmopolita e pelas ligações ao mundo da alta sociedade, mas também pelos casos amorosos, o seu nome ficou para sempre associado à história da família real monegasca.


Foi na década de 1970 que Philippe Junot se tornou uma figura amplamente mediática, ao envolver-se com a jovem Carolina do Mónaco, então com apenas 18 anos e estudante de filosofia em Paris. O casal conheceu-se numa festa e casou-se em junho de 1978, numa cerimónia que reuniu cerca de 800 convidados, incluindo membros de casas reais europeias e estrelas de Hollywood como Ava Gardner, Cary Grant e Frank Sinatra.


O casamento, no entanto, foi desde o início controverso. O príncipe Rainier nunca aprovou a união, devido à diferença de idades e à reputação de Junot. A relação acabaria por durar apenas dois anos, culminando num divórcio que gerou também tensões entre o Principado do Mónaco e o Vaticano, uma vez que a anulação religiosa demorou a ser concedida.


Philippe Junot deixa três filhas e um legado marcado por uma vida intensa, dividida entre os negócios, a alta sociedade internacional e uma das histórias mais mediáticas da realeza europeia do século XX.


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