As contas bancárias remontam ao tempo do BES de Ricardo Salgado e têm como titulares a Petróleos de Venezuela (PDVSA), o Banco de Desarrollo Económico y Social de Venezuela (BANDES) e outras empresas com ligações ao país.
O jornal Expresso avança hoje que o Novobanco ainda tem cativos cerca de mil milhões, dos 1,3 mil milhões de euros que bloqueou a empresas públicas da Venezuela em 2019.
As contas bancárias remontam ao tempo do BES de Ricardo Salgado e têm como titulares a Petróleos de Venezuela (PDVSA), o Banco de Desarrollo Económico y Social de Venezuela (BANDES) e outras empresas com ligações ao país que tentaram sem sucesso ter acesso ao dinheiro depois da Resolução do Banco Espírito Santo.
Esses mil milhões de euros de saldos bancários já estiveram estacionados na CGD por ordem judicial (um depósito temporário de consignação), e em 2023 o tribunal deu ordem para o montante voltar ao Novobanco, segundo o jornal.
Em 2019 o Novobanco liderado por António Ramalho decidiu bloquear as contas de dezenas de empresas públicas venezuelanas, rejeitando entregar o dinheiro por, argumentava então o banco, não saber quem tinha legitimidade para o reclamar já que não era reconhecida a Nicolás Maduro a vitória nas eleições.
Segundo o Expresso a suspeita de fraude eleitoral foi o argumento invocado para bloquear os cerca de 1,3 mil milhões depositados no Novobanco (Maduro reclamava 1,7 mil milhões de dólares). Entretanto, segundo disse uma fonte ao Expresso, mais de 300 milhões de euros terão sido devolvidos a um banco de Caracas.