Naquela que terá sido a última reunião do Conselho de Estado nos mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, dedicada ao atual panorama internacional, só uma ausência foi registada, a de Pedro Nuno Santos, que havia anunciado que não estaria presente por já não ser secretário-geral do PS. Presentes estiveram dois candidatos presidenciais, Marques Mendes e André Ventura – este último, várias vezes criticou a realização do encontro em plena campanha eleitoral, mas não contornou a deslocação ao Palácio de Belém.

Após quatro horas, a reunião de hoje do Conselho de Estado terminou, pouco depois das 19 horas, sem que tenham sido divulgadas quaisquer conclusões. O comunicado entregue aos jornalistas, depois de terminado o conclave, referia apenas, segundo a agência Lusa, que “o Conselho de Estado, reunido sob a presidência de sua excelência o presidente da República, hoje, dia 9 de janeiro, no Palácio de Belém, analisou a situação internacional, em particular na Venezuela e na Ucrânia”.

O ausente e os críticos

A única ausência foi mesmo a de Pedro Nuno Santos, que já tinha anunciado que não estaria presente uma vez que foi eleito conselheiro pelo Parlamento, na anterior legislatura, na condição de secretário-geral do PS, cargo que já não exerce.

Se o líder do Chega várias vezes criticou o facto de o chefe de Estado ter convocado uma reunião do seu órgão político de consulta no decorrer da campanha oficial para as presidenciais, tal não o impediu de marcar presença no encontro. Ainda hoje declarou que iria “dar nota da inoportunidade de um Conselho de Estado no meio de uma eleição presidencial, que não tem uma justificação, a que não seja colocar o presidente da República em exercício no centro do debate político”. Críticas a que se juntaram vários candidatos, como Henrique Gouveia e Melo e António Filipe.