Em comunicado, a ANTEM recorda que os casos mais recentes de demora no socorro, que originaram três mortes, ocorreram no Seixal, em Sesimbra, e em Tavira, e considera “difícil compreender” a opção de montar a “task force” na sede da LBP. No seu entendimento, é um ponto geográfico que “potencia o agravamento dos tempos de resposta”.

A “task force”, anunciada na sexta-feira, integra quatro ambulâncias dos bombeiros de Ajuda, Cabo Ruivo, Camarate e Cascais, operando entre as 8 e 20 horas. A estrutura de acompanhamento foi instalada na CAASO – Centro de Acompanhamento e Apoio à Situação Operacional -, um dispositivo criado pela Liga e com um comandante em permanência.

Sem competência

A ANTEM questiona, porém, o enquadramento da iniciativa, lembrando que “a Liga é, por definição estatutária, uma confederação de associações humanitárias, não dispondo de qualquer corpo operacional próprio”: “Não lhe compete, nem lhe é legalmente permitido, assumir funções de comando, coordenação ou acompanhamento direto da atividade operacional no terreno”.

A associação manifesta ainda “sérias reservas” quanto ao acesso a sistemas de comunicações operacionais e a informação sensível, habitualmente reservadas para autoridades de saúde e Proteção Civil.

Como o JN noticiou, os concelhos de Almada e Seixal tinham apenas duas ambulâncias disponíveis para uma população de 300 mil pessoas, na terça-feira, dia em que se registou a primeira de três mortes à espera de socorro.