O melhor em campo: Charles (nota 9)
Já tinha sido decisivo, contra o Sporting, para trazer os conquistadores até à final. Protagonizou a primeira grande defesa do jogo, travando um remate de Horta ao minuto 13. Aos 47′, fez uma ‘parada’ incompleta, deixando a bola na área, para a finalização fácil dos guerreiros, mas respondeu logo a seguir ao travar um ‘tiro’ de Moutinho. Voltou a estar em grande plano, aos 76′, tendo parado um lance de perigo de Horta. Nos descontos, o brasileiro fez uma defesa ‘milagrosa’ para canto a um remate de Navarro na pequena área. Na sequência desse canto, o guardião parou outro cabeceamento de Vítor Gómez. Quando já se afirmava ‘à boca cheia’ que Charles era o herói dos vimaranenses, ninguém imaginava a epopeia que estaria por vir… Defendeu um penálti aos 90+11′!
Tony Strata (6) – Esteve muito bem defensivamente, mas também assustou no ataque. Aos 33′, subiu bem e conseguiu meter, com grande qualidade, uma bola rasteira na área do SC Braga, que Saviolo não aproveitou. Em cima do intervalo, safou o 2-0 do SC Braga, quando deu a cabeça a uma bala de Dorgeles. Tentou o golo de fora de área, aos 64′, com um remate com o pior pé, mas a bola saiu ao lado.
Miguel Nóbrega (6) – Foi decisivo ao minuto 22′, ao cortar para canto um remate de Pau Victor, que levava selo de golo. Aos 36′, teve na cabeça a melhor oportunidade do Vitória na primeira parte, tendo feito a bola passar a centímetros do poste esquerdo da baliza de Hornicek. Aos 47′, voltou a fazer um corte muito importante, para canto, após remate venenoso de João Moutinho.
Rodrigo Abascal (5) – Aos 67′, assustou Pau Víctor, fazendo o avançado espanhol deixar escapar a bola pela linha de fundo, naquele que se adivinhava um lance bastante perigoso para a baliza vimaranense. Transmitiu segurança aos seus colegas lá atrás.
João Mendes (5) – Sempre combativo, mas com a tarefa ingrata de marcar Zalazar. Foi o primeiro a ser amarelado, precisamente por ter agarrado o uruguaio, quando este se preparava para apoiar um contra-ataque. Tal lance culminou também no primeiro golo do jogo. Aos 90+7′, fez penálti sobre Víctor Gómez (no lance que marcou o jogo), levou o segundo amarelo e acabou expulso.
Beni (6) – Pouco se dá por ele em campo, mas é importantíssimo na estratégia de Luís Pinto. Recuperou, ajudou a recuperar, jogou e fez jogar.
Diogo Sousa (7) – Noite de glória para o menino de 19 anos, que está no seu Vitória desde os 7. Recuperou muitas bolas e pô-las quase sempre jogáveis para a equipa. Foi dos melhores do Vitória, mas saiu aos 54′, quando o jogo estava ainda 0-1 e Luís Pinto quis dar uma resposta mais atacante.
Telmo Arcanjo (4) – A única mudança no onze, em relação à meia-final contra o Sporting. Entrou para o lugar de Camara, mas esteve muito apagado.
Gonçalo Nogueira (6) – Começou a 10 e acabou na zona mais recuada do meio campo, onde melhor se sente. Aos 41′, tentou a sorte, com um remate forte à entrada da área, mas o esférico saiu ao lado. Lutou muito de início ao fim.
Noah Saviolo (5) – Aos 28′, teve a primeira oportunidade para fazer o que melhor sabe: desiquilibrar. Numa jogada a rasgar pela esquerda, o belga entrou na área com a bola controlada, mas foi travado por Víctor Gómez. Aos 33′, não soube aproveitar a melhor jogada dos conquistadores na primeira parte, com Strata a meter-lhe a bola na área pela direita, mas com o extremo a não acreditar que o esférico pudesse chegar até ele, deixando-o escapar.
Nélson Oliveira (6) – Foi protagonista do lance que deu início à reviravolta: aos 55′, recebeu um cruzamento pela direita e não conseguiu dominar… ainda bem (para os conquistadores), é que a bola acabou por bater na mão de Vitor Carvalho e o árbitro assinalou penálti. Aos 71′, ia marcando um golaço de trivela… mas a bola bateu no esquina da baliza bracarense. Ricardo Quaresma (rei da trivela, ex-jogador do Vitória e antigo colega de seleção do avançado), na bancada, até levou as mãos à cabeça…
Camara (7) – Mal entrou, aos 54′, tirou um cruzamento pela direita que… resultou no tal penálti por mão Vitor Carvalho. Veio dar outra dinâmica ao ataque. Ia voltando a fazer estragos pela direita, quando serviu Nélson Oliveira aos 71′.
Samu (7) – Samu entrou ao mesmo tempo que Camara (54′). No minuto seguinte, o francês ajudou a sacar um penálti. Aos 59′, o português converteu-o em golo, no primeiro toque que deu na bola. Foi jogador-chave na reviravolta vitoriana.
Gustavo Silva (5) – Voltou em grande à competição, depois de quase quatro meses parado por lesão. Acabou o jogo a lateral esquerdo, após a expulsão de João Mendes.
Ndoye (8) – Quem mais… Ndoye entrou para tentar repetir a proeza da meia-final (tinha apontado dois golos contra o Sporting para levar o Vitória à final) e acabou mesmo por voltar a ser o talismã de Luís Pinto. O avançado marcou um golaço de cabeça aos 83′, consumando a reviravolta. Curiosamente, foi ele que ganhou o canto que levou a esse golo – igualmente com um belo cabeceamento travado por Hornicek, um minuto antes.
Mitrovic (5) – Entrou e o Vitória fez a reviravolta logo a seguir. Foi importante para ajudar a equipa a sofrer e levar o caneco para o castelo. Foi amarelado aos 88′.