Sporting de Braga e Vitória de Guimarães já jogam no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, na final da 19.ª edição da Taça da Liga. Pela primeira vez, os dois rivais do Minho estão frente a frente num jogo decisivo de um troféu nacional, numa edição marcada pelas eliminações sucessivas dos três grandes — FC Porto, Sporting e Benfica.


O encontro, dirigido por Hélder Malheiro, vai atribuir o título simbolicamente designado de “campeão de inverno”, num ano em que o líder do campeonato à meia volta, o FC Porto, ficou de fora após cair diante do Vitória.


Carlos Vicens (42 anos) e Luís Pinto (36) procuram conquistar o primeiro título das respetivas carreiras. A final deste sábado vai colocar um novo nome no palmarés da Taça da Liga, sucedendo ao Benfica, recordista com oito conquistas.


Será apenas a segunda final entre clubes da associação de Braga, depois da vitória do Moreirense sobre o Sporting de Braga em 2016/17. Lisboa mantém o maior número de “duelos regionais”, com três dérbis entre Benfica e Sporting.


A saber o arbitro Hélder Malheiro (AF Lisboa) está munido com uma câmara na camisola (Bodycam). 

Vitória de Guimarães – Sporting de Braga (equipas oficiais)
Conheça aquii a constituição oficial das equipas do Vitória de Guimarães e do Sporting de Braga, que hoje se defrontam na final da 19.ª edição da Taça da Liga de futebol, em encontro marcado para as 20h00, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria:



Vitória de Guimarães

  • 27. Charles Silva
  • 66. Tony Strata
  • 3.. Miguel Nóbrega
  • 26. Rodrigo Abascal
  • 13. João Mendes
  • 23. Diogo Sousa
  • 30. Gonçalo Nogueira
  • 18. Telmo Arcanjo
  • 16. Beni Mukendi
  • 48. Noah Saviolo
  • 7. Nélson Oliveira ‘capitão’

Suplentes:

  • 25. Juan Castillo
  • 2. Miguel Maga
  • 17. Lebedenko
  • 28. Thiago Balieiro
  • 6. Matija Mitrovic
  • 20. Samu Silva
  • 19. Oumar Camara
  • 11. Gustavo Silva
  • 90. Alioune Ndoye

Sporting de Braga

  • 1. Lukas Hornicek
  • 14. Gustaf Lagerbielke
  • 6. Vítor Carvalho
  • 26. Bright Arrey-Mbi
  • 20. Mário Dorgeles
  • 8. João Moutinho
  • 27. Florian Grillitsch
  • 2. Victor Gomez
  • 10. Rodrigo Zalazar
  • 21. Ricardo Horta ‘capitão’
  • 18. Pau Victor

Suplentes:

  • 12. Tiago Sá
  • 5. Leonardo Lelo
  • 15. Paulo Oliveira
  • 17. Gabriel Moscardo
  • 41. Yanis da Rocha
  • 50. Diego Rodrigues
  • 29. Gorby Baptiste
  • 39. Fran Navarro
  • 77. Gabri Martínez

Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa)

Victor Gómez e Telmo Arcanjo regressaram hoje aos ‘onzes’ de Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, para a primeira final entre os rivais minhotos, no encontro decisivo da 19.ª edição da Taça da Liga de futebol.

O defesa espanhol Victor Gómez volta à equipa inicial dos bracarenses, em detrimento de Leonardo Lelo, na única alteração promovida para o arranque da inédita final, em Leiria, às 20:00, promovido pelo treinador Carlos Vicens.

O Sporting de Braga, que, na sua sexta final procura o quarto troféu da competição, volta a apresentar o guarda-redes Hornicek, com a defesa entregue a Lagerbielke, Vítor Carvalho e Arrey-Mbi, enquanto as alas ficam a cargo de Víctor Gómez e Dorgeles, que com a entrada do espanhol transita da direita para a esquerda, relativamente à meia-final frente ao Benfica (3-1).

O experiente João Moutinho e Grillitsch vão ocupar o ‘miolo’ do terreno, enquanto o ataque dos ‘arsenalistas’ vai ficar sob a responsabilidade de Zalazar, Pau Víctor e Ricardo Horta.

Do lado vimaranense, Luís Pinto troca só o extremo Oumar Camara por Telmo Arcanjo, que deverá ocupar-se do lado direito ofensivo, numa linha com Beni Mukendi e Noah Saviolo, atrás do ponta de lança Nélson Oliveira.

A restante estrutura vitoriana mantém-se, com Charles na baliza, o quarteto mais recuado com Strata, Miguel Nóbrega, Rodrigo Abascal e João Mendes, protegidos pelos médios mais defensivos Diogo Sousa e Gonçalo Nogueira.

Alioune Ndoye, ‘herói’ da meia-final frente ao Sporting, ao marcar os dois golos que derrotaram os bicampeões nacionais, nos descontos, volta a sentar-se no banco de suplentes, que hoje conta ainda com o regressado Gustavo Silva, após lesão.

O Sporting de Braga procura a sua quarta Taça da Liga, após os triunfos em 2012/13, 2019/20 e 2023/24, na sua sexta final (2016/17 e 2020/21), enquanto o Vitória de Guimarães cumpre a estreia no encontro decisivo, em busca do seu terceiro troféu nacional, tentando juntar este título à Supertaça Cândido de Oliveira de 1988 e à Taça de Portugal de 2012/13.

Além de encontrar o sucessor do Benfica, recordista de títulos na prova, com oito, a 19.ª edição da Taça da Liga vai estrear o palmarés de um dos dois treinadores, Carlos Vicens ou Luís Pinto, de 42 e 36 anos, respetivamente, podendo ainda coroar o sétimo vencedor diferente da competição, caso vença o Vitória de Guimarães.


Braga procura o quarto troféu; Vitória estreia-se em finais


O Sporting de Braga chega à sua sexta final da Taça da Liga e procura conquistar o troféu pela quarta vez, repetindo as vitórias de 2012/13, 2019/20 e 2023/24.


O Vitória de Guimarães estreia-se numa final da competição e tenta arrecadar o terceiro título nacional do seu palmarés, depois da Supertaça de 1988 e da Taça de Portugal de 2012/13. Um triunfo vitoriano faria do clube o sétimo vencedor diferente da prova.

Depois da vitória por 3–1 sobre o Benfica nas meias-finais, o treinador do Braga, Carlos Vicens, sublinhou o crescimento do rival e afastou qualquer favoritismo do Sporting de Braga.



“Vai ser um jogo muito difícil. O Vitória está numa dinâmica positiva, é uma equipa que não se rende, solidária e trabalhadora. Vai apostar as suas cartas para ganhar.”

Foto: Paulo Novais – Lusa


O treinador espanhol quer um Braga capaz de assumir o encontro e pede muita personalidade para “impor o jogo e reagir às adversidades com caráter e energia alta.”

Sobre a experiência superior do Braga e o passado recente, Vicens é taxativo: “Nada disso conta. A final começa 0-0. Temos de ganhar o direito de vencer através do esforço e da competitividade.”

Com menos um dia de descanso em relação ao Vitória, o técnico admitiu que a gestão física pode ter impacto e refere que “a primeira meia hora vai dizer-nos muito sobre os níveis de energia.”


Vicens valorizou ainda o significado de uma final sem os três grandes, dizendo que depende também do tratamento mediático que for dado ao encontro.


O Braga tem quatro baixas confirmadas: Bellaarouch, Niakaté (ao serviço do Mali na CAN), Sandro Vidigal e El Ouazzani.

Já Luís Pinto, treinador do Vitória de Guimarães na conferência de imprensa de antecipação ao encontro de hoje,  quer usar a emoção do dérbi para impulsionar a sua equipa e destaca a dimensão simbólica do 161.º dérbi minhoto em competições nacionais — o primeiro a decidir um título — e quer que a equipa tire proveito da atmosfera emocional.


“Sabemos que este jogo é especial. Não queremos afastar-nos desse sentimento. Queremos pegar na emoção e jogar com ela. Vamos participar no dérbi mais histórico entre as duas equipas.”

Foto: Paulo Novais – Lusa 


O técnico destacou a “crença como identidade” mostrada nas reviravoltas sobre FC Porto e Sporting, mas avisou que isso não chega e afirma que “Não podemos ficar presos ao que fizemos na meia-final. Vai ser um jogo diferente e temos de correr muito, com bola e sem bola.”

Luís Pinto acredita que os adeptos vitorianos estarão em maioria em Leiria e terão influência direta no rendimento da equipa. “O apoio na meia-final foi incrível. Mesmo a perder até ao fim, ouvimo-los sempre. Eles podem ajudar-nos novamente.”

Sobre a eventual titularidade de Alioune Ndoye, herói da meia-final com dois golos, o treinador não abriu o jogo: “se fizer sentido ser titular, será. Se fizer sentido vir do banco para agitar, virá do banco. As cinco substituições permitem-nos jogar de forma diferente.”


No capítulo físico, Diogo Sousa está recuperado, Gustavo Silva permanece em dúvida e Óscar Rivas é baixa certa.