Face ao “momento histórico delicado”, e por entenderem que o país precisa de um Presidente da República que “seja profundo conhecedor da geopolítica mundial, europeísta convicto e um democrata”, cem personalidades do centro-direita assinaram um manifesto de apoio à candidatura de Gouveia e Melo a Belém. Alguns, como Alberto João Jardim ou Adão Silva, já apoiam a associação cívica criada para dar apoio à candidatura.
Entre estas personalidades estão vários antigos ministros como Ângelo Correia, António Capucho, António Carmona Rodrigues, David Justino, Fernando Negrão, Luís Valente de Oliveira, Miguel Cadilhe, a constitucionalista Teresa Violante e o ex-líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos. Também o antigo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, assina o manifesto, e vários “rioístas” como Adão Silva e Paulo Mota Pinto.
Estas personalidades referem um conjunto de situações como justificação para apoiarem Gouveia e Melo, desde a “complexa situação político-militar global”, as “ameaças que consequentemente o projecto europeu enfrenta”, o “notório descontentamento com a degradação da qualidade da nossa democracia representativa” e o “consequente esmorecer da esperança e da confiança na política e nos seus principais agentes”.
Evocando Francisco Sá Carneiro, e querendo honrar a frase do fundador do PSD — “Primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um de nós” —, estas cem personalidades defendem que o próximo Presidente da República deve ter “o perfil adequado ao momento” e ser “profundo conhecedor da geopolítica mundial, europeísta convicto e um democrata capaz de ajudar a impulsionar as reformas de que o regime e a sociedade tanto necessitam”.
“Alguém com sentido de Estado e com a gravitas necessária à representação de Portugal de acordo com o respeito, a dignidade e a honra que a nossa História impõe”, especificam. Com ligações ao PSD e ao CDS, estas personalidades destacam que exerceram ou exercem “as mais diversas funções como titulares dos órgãos internos” desses partidos “ou em cargos públicos por indicação desses partidos ou ainda em governos por eles apoiados”. E é, defendem, “com o mesmo espírito livre, e com a mesma dedicação à causa pública” que decidiram declarar o seu apoio a Henrique Gouveia e Melo.