As criptomoedas enfrentam elevado ceticismo, com muitas pessoas a questionarem a sua utilidade real e a associarem-nas a especulação ou crime. Em declarações um tanto polémicas, um economista partilhou a sua opinião sobre o ativo no qual, por outro lado, tantas outras pessoas acreditam.

Paul Krugman, economista e Nobel de 2008

O criador de conteúdo no TikTok, Hasan Minhaj (@hasanminhaj), partilhou uma parte da sua entrevista com o economista Paul Krugman. O vencedor do Prémio Nobel de 2008 fez uma avaliação direta, mas controversa, das moedas digitais.

Na sua opinião, “não existe, essencialmente, qualquer utilização legítima para criptomoedas, e ninguém as está a usar para nada legítimo”.

Menos de 2% dos americanos já fizeram um pagamento em criptomoeda.

Sustentou o Nobel de Economia, dizendo que as criptomoedas ou são um ativo especulativo ou um veículo para atividades criminosas, e partilhando que, hoje em dia, o crime organizado recorre maioritariamente às stablecoins, como o Tether.

Além disso, defendeu que as respostas indignadas à sua afirmação resultam do facto de a comunidade das criptomoedas “ser um culto”.

@hasanminhajNobel laureate economist Paul Krugman thinks crypto is a cult♬ original sound – Hasan Minhaj

Comunidade não recebeu as opiniões com agrado

Os utilizadores de criptomoedas foram rápidos a contestar as afirmações de Krugman, argumentando que estas moedas têm usos legítimos em países com sistemas bancários instáveis e são úteis para transferências globais.

Além disso, argumentaram que a moeda fiduciária é mais usada para crimes do que as criptomoedas.

Ainda assim, muitas pessoas continuam desconfiadas, comparando-as com esquemas Ponzi. Para além

Criptomoedas têm um preocupante impacto ambiental

Além da questão da efetiva utilidade no mundo real, o seu impacto ambiental é difícil de ignorar, conforme deram conta alguns utilizadores.

De facto, uma análise da Agência Internacional de Energia (em inglês, IEA) revelou que a mineração de criptomoedas, juntamente com centros de dados e Inteligência Artificial, consumiu quase 2% da eletricidade mundial, já em 2022, dando .

À medida que a procura por estas tecnologias aumenta, a agência prevê que o consumo energético duplique até 2026, exigindo eletricidade suficiente para abastecer um país inteiro.

Por outro lado, novas tecnologias e fontes de energia mais sustentáveis estão a ajudar a reduzir o impacto das criptomoedas. Por exemplo, as blockchains mais recentes podem ser alimentadas por eletricidade limpa, consumindo muito menos energia e produzindo menos poluição atmosférica, como demonstrado nos CCRI Crypto Sustainability Metrics.

Crédito: Financial Times

Neste cenário, sabemos que as criptomoedas continuam a gerar opiniões profundamente divididas. Enquanto alguns defendem o seu potencial em transferências globais e soluções financeiras alternativas, outros apontam para riscos, usos ilegítimos e impacto ambiental.

É curioso perceber que, mesmo dentro da comunidade financeira, estas moedas digitais não reúnem consenso, refletindo a complexidade e a incerteza que ainda as rodeia.