O voto antecipado em mobilidade nas eleições presidenciais realiza-se este domingo e destina-se exclusivamente aos eleitores que se inscreveram previamente para exercer o seu direito de voto fora da área onde estão recenseados. Esta modalidade permite votar uma semana antes do dia oficial das eleições, marcado para 18 de janeiro, sem perder o direito de participar no sufrágio.
De acordo com dados provisórios do Ministério da Administração Interna, mais de 218 mil eleitores inscreveram-se para votar antecipadamente em mobilidade. Até às 23h59 de 8 de janeiro estavam registadas 218.481 inscrições, um número que confirma uma adesão significativa a este mecanismo criado para facilitar a participação eleitoral de quem não se encontra no local de recenseamento no dia da votação.
As inscrições decorreram entre domingo e quinta-feira, estando esta modalidade disponível para todos os eleitores recenseados em território nacional. O registo podia ser feito pela internet ou por via postal, permitindo ao eleitor escolher o município onde pretendia votar antecipadamente.
Quem pode votar e como funciona
Este domingo, os eleitores inscritos deverão dirigir-se à mesa de voto do município que escolheram no momento da inscrição. No local, terão de se identificar, preferencialmente com o Cartão de Cidadão, e indicar a freguesia onde se encontram recenseados. Em caso de dúvida sobre a freguesia de inscrição, a consulta pode ser feita online, por SMS gratuito ou junto da junta de freguesia da área de residência.
O voto antecipado decorre entre as 8h e as 19h. Quem se tenha inscrito nesta modalidade e, por algum motivo, não consiga votar este domingo, poderá ainda exercer o direito de voto no dia das eleições, a 18 de janeiro.
Mais eleitores e número recorde de candidatos
As presidenciais deste ano contam com um universo eleitoral reforçado. Estão recenseados 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral divulgada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Do total de eleitores, 1.777.019 residem no estrangeiro, sendo que 1.050.356 vivem na Europa. Em comparação com 2021, podem votar nestas eleições mais 226.956 portugueses residentes fora do país.
No próximo domingo, 18 de janeiro, cerca de 11 milhões de eleitores serão chamados a escolher entre 11 candidatos à Presidência da República, um número recorde de candidaturas. Estão na corrida Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, António Filipe, Catarina Martins, António José Seguro, Cotrim Figueiredo, André Ventura, Jorge Pinto, André Pestana, Humberto Correia e Manuel João Vieira.
Caso nenhum candidato obtenha mais de metade dos votos validamente expressos, haverá uma segunda volta a 8 de fevereiro, entre os dois mais votados. Em democracia, apenas uma eleição presidencial teve segunda volta, em 1986, disputada entre Freitas do Amaral e Mário Soares.