No seu livro “Seja Útil”, Arnold Schwarzenegger recorre a exemplos improváveis para explicar o tipo de mentalidade que, segundo ele, separa pessoas comuns de trajetórias extraordinárias. Em meio a relatos sobre fisiculturismo, cinema e política, o astro cita bandas de rock pesado como exemplos claros de foco extremo, disciplina e entrega absoluta ao trabalho.
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Foto: s_bukley @ www.depositphotos.com
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Ao falar sobre o estado de imersão total – aquilo que muitos chamam de “entrar no fluxo” – Arnold descreve uma experiência quase física com o tempo. “O tempo se expande e entra em colapso ao mesmo tempo. Você mergulha em algo, começa a fazer progresso, e então, bum!, quando dá por si, você levanta o olhar e vê que já amanheceu”, escreve. Para ele, essa condição não é privilégio de gênios, mas consequência direta de envolvimento profundo com aquilo que se faz.
É nesse contexto que Schwarzenegger cita o Black Sabbath como exemplo emblemático. Segundo ele, o grupo gravou seu álbum de estreia em apenas 12 horas consecutivas, um feito que ilustra exatamente o tipo de mentalidade que ele admira. Não se trata de romantizar a exaustão, mas de mostrar como pessoas verdadeiramente comprometidas ignoram distrações quando estão alinhadas com uma visão clara. “Histórias assim são de humanos desafiando os limites da capacidade de atenção e da fisiologia humana”, afirma.
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Outro nome citado é Keith Richards, que teria criado o riff de “Satisfaction” quando estava prestes a dormir, após um longo dia de estúdio. Para Arnold, o detalhe mais importante não é o acaso criativo, mas o contexto. A ideia surge porque Richards estava completamente mergulhado no processo. “O que todas as pessoas que colocam a mão na massa têm em comum é o fato de que elas encontram tempo, fazem tempo ou usam o tempo que têm para cumprir sua tarefa”, escreve o autor.
Schwarzenegger usa esses exemplos musicais para desmontar uma das desculpas mais comuns que ouve ao longo da vida: a falta de tempo. “Talvez seu problema não seja o tempo. Talvez seu problema seja onde você está gastando seu tempo”, provoca. Ele relata conversas com pessoas que alegavam não conseguir treinar ou criar, mas passavam horas diárias nas redes sociais, sem perceber para onde a própria energia estava sendo drenada.
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Ao conectar Black Sabbath, Keith Richards e sua própria trajetória, Arnold deixa clara a lógica que guia seu pensamento. Resultados extraordinários não surgem de grandes explosões isoladas, mas da repetição diária do trabalho duro. “A única forma de alcançar um sucesso duradouro e revolucionário era fazendo o trabalho árduo aos poucos, todo santo dia”, escreve. Seja no rock pesado, no fisiculturismo ou em qualquer outro campo, a mentalidade vencedora, para ele, nasce da mesma fonte: foco, constância e disposição para ir até o fim.
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