A Grã-Bretanha acordou vestida de galeria de arte. Expostas em outdoors, cem fotografias que resultaram do concurso Portrait of Britain, retratos de pessoas que “compõem a Grã-Bretanha moderna”, estão espalhadas pelas as ruas, centros comerciais, estações de comboios e de autocarros da ilha que abriga a Inglaterra, Escócia e País de Gales. “A exposição celebra o rico tecido humano do território, transformando as suas histórias em arte pública”, lê-se no comunicado enviado pela organização ao P3.
“A colecção deste ano prova que as histórias mais interessantes da Grã-Bretanha não emergem da geografia ou da ideologia, mas sim de uma variedade extraordinária de pessoas que a habitam”, lê-se no comunicado enviado pelo concurso que nasceu em pleno turbilhão do Brexit, em 2016. “Estes retratos incluem veteranos, cientistas, peixeiros, bailarinas e agricultores […] indivíduos nascidos e criados no Reino Unido”, mas não só.
Os retratados são pessoas que, independentemente da sua origem, vivem ou viveram, em 2025, em território da Grã-Bretanha. “Podem ter chegado ao país ainda na infância, ter vindo para Inglaterra para evitar lugares de guerra ou conflito, podem mesmo ter estado cá apenas de passagem”, enumera a organização; o mais importante é que os seus retratos, os seus rostos, a sua presença “desafiam suposições acerca do que significa pertencer”.
Para além de proporcionar uma “galeria a céu aberto” do tamanho do país, o concurso organizado pela British Journal of Photography em parceria com a empresa de outdoors JCDecaux UK seleccionou 200 fotografias para integrar o fotolivro Portrait of Britain, 8º volume, editado pela Bluecoat Press.
A exposição irá permanecer nas ruas até 8 de Fevereiro “prometendo transformar os trajectos diários, idas às compras e passeios” dos britânicos. “Trata-se da maior exposição de fotografia da Grã-Bretanha e é vista, anualmente, por milhões de pessoas.”